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  • Girassol

    Helianthus annuus L. “Talvez você saiba que a peônia pertence a Jeannin, a malva rosa pertence a Quost, mas o girassol é meu.” Vincent van Gogh em carta de 1889 Origem: América do norte e central Altura: até 3 metros Usos: ornamental, alimentício, cosmético, medicinal e terapêutico. Girassol é o nome comum das ervas anuais e vivazes de um gênero Helianthus da família das Asteráceas. Das 67 espécies do gênero, a mais comum é o Helianthus annuus L. São plantas anuais originárias da América do Norte e Central. Caracterizam-se por apresentarem caule grosso e robusto, de coloração esverdeada. Seu nome, muito apropriado, vem da característica que a planta tem de ir girando para o lado que o Sol se move. HISTÓRIA Os girassóis foram um dos alimentos sazonais vitais dos índios do oeste americano que fabricavam farinha com as sementes há 2 ou 3 mil anos atrás. Os índios hopis aprenderam a extrair corantes azuis, pretos e vermelhos das sementes e os utilizavam em ricas pinturas corporais e também para tingir tecidos e cerâmicas. Eles utilizavam as partes fibrosas das folhas e caules para produzir tecidos e cestos. O girassol foi introduzido na Europa durante o século XVI. Pela sua adaptação à Estepe do Sudoeste, o girassol adquiriu popularidade na Rússia desde o princípio do século passado. Este país é hoje o maior produtor e exportador do mundo.A difusão do girassol no Leste Europeu deveu-se à falta de outros óleos e a particularidade de congelar a baixas temperaturas. Dodonaeus a denominou em 1568 como Chrysantemum peruvianum, pois acreditava, erroneamente, que a planta procedia do Peru, mas sua origem, na verdade, é a América do Norte. A sua difusão pela América Central e do Sul é relativamente recente, mas conquistou uma larga área devido a sua alta resistência e fácil adaptabilidade. USO Antigamente a planta era cultivada como ornamental, mas a partir do século passado adquiriu valor comercial. No plano medicinal, os Zunis a utilizavam para as mordidas de serpentes com campainha; os Dakotas a utilizavam para as dores no peito, os Pawnees a integravam nas preparações durante a gravidez para que o bebê fosse sadio; os Cochitis utilizavam o suco fresco das hastes para curar as feridas. No plano alimentar, o girassol era considerado como essencial e pequenos biscoitos eram confeccionados para serem comidos a fim de aliviar instantaneamente o cansaço. As sementes de Girassol contêm de 20 a 25% de proteínas. Essa proteína é relativamente bem equilibrada quanto à sua composição em aminoácidos, e ela é particularmente rica em isoleucina e triptofano, dois aminoácidos essenciais. Ela tem também uma boa presença em metionina e em cisteína, dois aminoácidos deficientes tanto no milho como na soja. As sementes são ricas em óleo contendo pelo menos 30 % e chegando algumas variedades a ter quantidades superiores a 50 %.O óleo refinado é comestível e alguns consideram a sua qualidade equiparável à do azeite de oliva. O óleo de girassol é uma fonte importante do AGE ácido linoleíco e de vitamina E. Pode ser utilizado a frio diretamente sobre os alimentos, em molhos para saladas, maioneses, etc. Entra ainda na composição de numerosas margarinas e cremes, em combinação com outros componentes de mais elevado ponto de fusão. É muito utilizado em artesanato para fazer sabonetes e velas. Com o resíduo sólido que sobra da extração do óleo das sementes é feito ração para a alimentação animal. As sementes cruas são usadas nas misturas destinadas à alimentação das aves e, tostadas, são usadas na culinária na alimentação humana. É utilizado como remédio caseiro para muitas doenças, no combate de doenças de garganta, pele e pulmões e na cicatrização de feridas. Na América do Sul adiciona-se sumo de flores e sementes ao vinho branco para funcionar como remédio contra doenças e eliminar a pedra do rim e da vesícula. As raízes de uma espécie, chamada pataca, são comestíveis e podem ser consumidas cozidas ou assadas. Recentemente tem-se insistido sobre o valor farmacológico das flores e do caule do girassol, que são empregados em forma de tintura alcoólica no combate das febres e no tratamento de feridas. O girassol por ter suas raízes do tipo pivotante, promove reciclagem de nutrientes e após secar deixa uma matéria orgânica rica no solo; as hastes podem originar material para forração acústica e junto com as folhas podem ser ensiladas e promove adubação verde, devido a seu desenvolvimento inicial rápido é considerado um agente protetor de solos contra a erosão e a infestação de invasoras. Por isso é recomendado para rotação de culturas. REZA A LENDA O Girassol está presente na mitologia grega onde se conta que Clítia ou Clície, era uma ninfa que estava apaixonada por Hélio, o Deus do Sol. Quando este a trocou por Leucotéia, Clície começou a enfraquecer. Ela ficava sentada no chão frio, sem comer e sem beber alimentando-se apenas das suas próprias lágrimas. Enquanto o Sol estava no céu, Clície não desviava dele o seu olhar nem por um segundo, mas durante a noite, o seu rosto virava-se para o chão, continuando então a chorar. Com o passar do tempo, os seus pés ganharam raízes e a sua face transformou-se numa flor, e continuou seguindo o sol. A Mitologia grega conta que assim nasceu o primeiro girassol. Ele também aparece em mitologias dos índios brasileiros: A lenda conta que, certa vez em uma tribo, nasceu uma indiazinha com cabelos claros, quase dourados. A tribo ficou agitada com a novidade, pois nunca haviam visto nada parecido. Assim, a menina foi chamada de Ianaã, que significava a deusa do Sol. Todos adoravam Ianaã, os mais fortes e belos guerreiros da tribo e da vizinhança não resistiam aos seus encantos. Porém, ela recusava seus cortejos, dizendo que ainda era muito cedo para assumir um compromisso. Certo dia, a indiazinha estava brincando alegremente e nadando no rio, quando sentiu os raios de sol enviados a ela como se fossem dois grandes braços, acariciando sua pele dourada. Foi o momento em que o Sol tomou conhecimento daquela menininha tão linda e se apaixonou incondicionalmente por ela. Ianaã também amava o Sol e todas as manhãs ela o esperava nascer com muita alegria. Ele aparecia aos poucos e o primeiro sorriso, assim como os raios dourados e morninhos, eram direcionados para ela. Era como se estivesse dizendo: – Bom dia, minha linda flor! Não era só o Sol que gostava da indiazinha, ela era amiga da natureza. Por onde passava, os pássaros voavam e pousavam em seus ombros. Ela os chamava de amiguinhos e os beijava. Tragicamente, um dia a pequena índia ficou triste e adoeceu, quase não saia da choupana. O Sol, apaixonado e sentindo sua falta, fazia tudo para alegrá-la, mas não tinha nenhum resultado. Infelizmente, ela não resistiu e morreu. A mata ficou em silêncio total, o Sol não apareceu e toda a aldeia ficou triste. O povo da tribo se esvaiu em lágrimas e enterraram Ianaã próxima ao rio que ela tanto amava. O Sol derramou muitas lágrimas até que, certo dia, resolveu aparecer na terra onde a índia amada estava sepultada. Após muitos meses, nasceu uma planta verdinha, que cresceu e desabrochou uma linda flor redonda, com pétalas amarelas e o centro formado por sementes escuras. A flor ficava voltada para o Sol desde o amanhecer, até o crepúsculo vespertino. Durante a noite, ela se pendia para baixo, como se tivesse adormecido. No início do novo dia, acordava pronta para adorar o Sol e ser beijada e acariciada por seus raios. As sementes viraram alimento para seus amados amiguinhos. Essa linda flor, recebeu da tribo o nome de girassol. CURIOSIDADE Van Gogh pintou uma série de quadros com girassóis, seu plano era produzir uma dúzia de painéis em azul e amarelo para pendurar na Casa Amarela de seu amigo Paul Gauguin, com quem acabou brigando. Dizem que foi depois desta briga que Van Gogh cortou sua própria orelha. Ele acabou suicidando com um tiro no peito e foi encontrado morto ao lado de uma pilha de pinturas de girassóis. Pouco mais de um século depois, seu quadro “Vaso com Quinze Girassóis” foi vendido por um preço recorde de quase 40 milhões de dólares! CARACTERÍSTICAS Ordem: Asterales como a lobelia Família: Asteraceae como o milefolium e a alcachofra Gênero: Helianthus Espécie: H. annuus As formas mais altas medem até 3 metros. As folhas são alternadas, em forma de coração, ásperas e peludas. O grande capítulo solitário, pode medir quase um metro de diâmetro, tem ligulas amarelas que rodeiam um disco central, flósculos ou flores individuais de cor amarela, vermelha ou purpura, segundo a espécie. O girassol comum, Helianthus annuus, é a espécie mais importante do ponto de vista comercial. A planta não apresenta ramificação e, na extremidade do caule, forma uma grande inflorescência conhecida como capítulo. A altura da planta pode chegar a 180 centímetros e o diâmetro do capítulo a mais de 25 centímetros. Cada capítulo pode conter em média 1.000 flores hermafroditas, isto é, têm os dois sexos na mesma flor. No entanto, na maioria das variedades e dos híbridos de girassol não ocorre a fecundação na mesma planta, porque é auto-incompatível. Produtos Magna Mater com Helianthus annuus REFERÊNCIAS https://paisagismodigital.com/noticias/?id=lenda-do-girassol-uma-historia-de-amor-%7C-paisagismo-digital https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/girassol https://www.wemystic.com.br/lenda-do-girassol-conheca-diferentes-versoes/ LAWS, Bill – 50 Plantas que Mudaram o Rumo da História – Rio de Janeiro - Ed Sextante 2013 http://www.cpra.pr.gov.br/arquivos/File/Girassol.pdf https://nplantas.com/girassol-descricao-botanica/

  • Melaleuca

    Melaleuca alternifolia ​ Tea Tree, também conhecida como Melaleuca, é a dita Árvore-do-chá Australiana. Pertencente à família das Myrtaceae, tem o tronco com uma casca esbranquiçada, como uma folha de papel. e sua inflorescência apresenta pequenas campânulas brancas de sofisticada beleza. Seu uso na medicina é amplamente reconhecido e documentado. O uso externo do óleo de Tea Tree remonta a antiguidade da Australasia, presente em uma infinidade de preparos ancestrais da medicina aborígene. No século 18, durante as explorações da marinha britânica da região, Captain Cook foi apresentado à erva. Diz-se que as tripulações da frota consumiam esporadicamente uma infusão das folhas da planta para prevenir escorbuto e infecções. De suas folhas, pontiagudas como às do Cipreste se extrai o óleo, rico em terpenos como o cineol e o terpineno, sendo um poderoso antisséptico, cicatrizante, anti-infeccioso e fungicida. Em 1923, estudos conduzidos pelo químico Australiano Arthur Penfold revelaram que a ação antiseptica da Melaleuca era cerca de 12 vezes mais forte do que a do Ácido Fênico amplamente utilizado até então. Como resultado desses estudos, o uso do óleo essencial de Tea Tree se disseminou na Austrália ainda na década de 1920, e era item obrigatório em todas as maletas de primeiros-socorros dos soldados australianos. Para o tratamento da acne, o óleo de Tea Tree apresenta respostas tão consistentes quanto tratamentos conduzidos com ácido salicílico e outros químicos amplamente prescritos. Um artigo recente publicado no International Journal of Antimicrobial Agents revisou uma série de estudos sobre a eficácia do Tea Tree publicados entre 2005 e 2014. A análise comprovou que produtos com o Tea Tree como ativo redusiram lesões de acne em diversos estágios entre 23 a 62%.. ​ Fonte Hammer, K.A. Treatment of acne with tea tree oil (melaleuca) products: a review of efficacy, tolerability and potential modes of action. International Journal of Antimicrobial Agents. February 2015, Volume 45, 2ª edição, Pgs 106–110. Produtos Magna Mater com Violeta

  • Passiflora

    Nome científico Passiflora sp Origem Regiões Tropicais Tipo trepadeira Uso culinário, cosmético, terapêutico, medicinal ​ O maracujá é a fruta do maracujazeiro, originário das regiões tropicais e subtropicais do continente americano. Apresenta cerca de 530 espécies, sendo mais de 150 delas utilizadas para consumo humano. HISTÓRIA A primeira referência ao maracujá, no Brasil, foi em 1587 no Tratado Descritivo do Brasil como “erva que dá fruto”. Os guaranis têm utilizado essa planta desde sempre para elaborar cataplasmas com as que tratam queimaduras, feridas e inflamações. Porém, foi NIC. MONARDIS quem, em 1569, descreveu a primeira espécie do gênero Passiflora, a saber P. incarnata L., mas sob o nome de Granadilla. Essa planta, considerada extraordinária pela conformação de suas rubras flores, foi mandada de presente ao Papa Paulo V (1605-1621), que mandou cultivá-la com grande carinho em Roma e divulgar que ela representava uma revelação divina. ​ Usada pela primeira vez por suas virtudes sedativas pelos astecas, é chamada de Passiflora incarnata, que significa “flor que personifica a paixão” pelos jesuítas no século XVI, sendo “passio” o equivalente a paixão e “flos oris” o equivalente a flor. Eles viram na constituição da planta a ilustração da paixão de Cristo. Relatado na Europa pelos conquistadores espanhóis, essas frutas foram consumidas pela primeira vez por suas qualidades refrescantes. No século XIX que o maracujá tornou-se parte da farmacopeia européia, quando os médicos americanos, por sua vez, reconhecem as virtudes sedativas da planta, mencionadas pelos astecas. É em 1937 que a maracujá entra na farmacopeia francesa. A flor do maracujá foi inicialmente introduzida no campo da medicina durante os primeiros anos da década de 1840 pelo Dr. L. Phares do Mississipi. Esta videira foi listada no Formulário Nacional 1916-1936, mas caiu em desuso nos Estados Unidos, apesar de ter sido reconhecido pela sua função de acalmar e suas propriedades sedativas, mesmo naquela época. O Brasil é, hoje em dia, um grande produtor e exportador da fruta, destacando-se o Estado do Pará, com mais de um terço da produção nacional. Em seguida, vem a região Nordeste, onde os Estados da Bahia, de Sergipe e do Ceará, juntos, alcançam também quase um terço da produção total, e, depois, a região Sudeste, com um quarto da produção, onde o Estado de São Paulo é o líder. USO O suco do maracujá oferece ao organismo que o ingere, entre outras coisas, boa quantidade de vitaminas hidrossolúveis, especialmente A e C, sais minerais e fibras. Mas o principal prestígio do maracujá talvez uma das plantas de uso medicinal mais conhecidas no Brasil – advém de suas propriedades calmantes e sedativas. De fato, de seus frutos, folhas e sementes é possível extraírem-se boas quantidades de passiflorina, um sedativo natural. A fruta é processada para fabricação de suco integral que possui alto valor nutritivo e excelentes características organolépticas. A polpa pode ser, ainda, utilizada na preparação de sorvetes, vinhos, licores ou doces. Ele tem tem propriedades depurativas, sedativas e anti-inflamatórias. Suas sementes atuam como vermífugos. Por essas características, está incluído na monografia da Farmacopéia Brasileira. ​ A casca de maracujá, que representa 40% a 50% do peso da fruta, é considerada resíduo industrial, assim como as sementes. Estudos buscam o aproveitamento de suas características e propriedades funcionais, que podem ser utilizadas para o desenvolvimento de novos produtos. O albedo da casca (parte branca) é rico em niacina (vitamina B3), ferro, cálcio, fósforo e fibras, como a pectina. Esta fibra reduz a absorção de glicídios e lipídios, influenciando no metabolismo destes nutrientes. Portadores de patologias associadas às alterações no metabolismo glicêmico e lipidêmico têm utilizado este recurso de forma indiscriminada. Porém, substâncias designadas glicosídeos cianogênicos, presentes na casca do fruto são tóxicas ao organismo e prejudiciais à saúde. Ademais, o uso exacerbado de agrotóxicos na produção do maracujá é preocupante e a ingestão destes compostos também pode acarretar complicações à saúde. Daí a conveniência em se buscar frutos orgânicos e sempre obedecer a dosagem indicada. Das sementes pode ser extraído óleo de aproveitamento industrial. As sementes, no maracujá representam cerca de 6% a 12% do peso total do fruto e podem ser boas fontes de carboidratos, proteínas e minerais. O percentual de óleo na semente de maracujá alcança cerca de 25,7% do peso do farelo seco. Tem um bom potencial para aproveitamento tanto na alimentação humana e animal, como em uso para indústria de cosméticos. O óleo de semente de maracujá, após o processo de filtragem e refinamento, apresenta cor amarelada e odor bem característico. Ele possui em sua composição um elevado teor de ácidos graxos insaturados (87%), sendo predominante nesse grupo o ácido linoleico (também conhecido como ômega 6, que representa 68% dos ácidos graxos insaturados), seguido por ácido oleico (conhecido como ômega 9, 18%), ácido palmítico (12%) e os ácidos esteárico, mirístico e linolênico (menos de 1% de cada). Além de ácidos graxos insaturados, apresenta ácidos graxos saturados, minerais e vitaminas A e C. O óleo pode ser aplicado na pele e atua como hidratante, emoliente, refrescante e também contribui para a cicatrização, provocando um efeito calmante. Para uso capilar, quando aplicado nos fios, pode ser utilizado com o intuito de combater a caspa e contribuir para o tratamento de cabelos oleosos. Acredita-se popularmente que o chá de suas folhas, além de atuar como calmante, é também um antitérmico eficaz e que ajuda no combate às inflamações cutâneas. A flor do maracujá conhecido por passiflora é um produto muito utilizado para tratamento de ansiedade e insônia. Ela serve para ajudar no tratamentos de infecções por fungos, inchaços, hiperatividade, insônia, dificuldade de concentração, depressão, relaxa as tensões musculares e diminui a pressão arterial, suas substâncias controlam o hormônio da serotonina. Ela é contraindicada para pessoas com hipotensão arterial. REZA A LENDA Mburukujá em língua guarani, Passionária ou Mburucuyá em língua castelhana. Mburukujá era uma formosa donzela espanhola que havia chegado às terras dos Guaranis acompanhando seu pai, um capitão do exército da coroa. Mburukujá não era seu nome cristão, mas o carinhoso apelido que lhe havia dado um indio guarani a quem ela amava em segredo e com quem se encontrava escondido, pois seu pai jamais teria aprovado essa relação. Na verdade, seu pai já havia decidido que ela se casasse com um capitão que ele acreditava ser digno de obter a mão de sua única filha. Quando lhe revelaram os planos de matrimônio a jovem suplicou que não a condenassem a consumir-se junto a um homem que ela não amava, mas seus apelos só conseguiram aumentar a cólera de seu pai. A donzela chorou desconsolada, tratando de comover o inflexível coração do pai, mas o velho capitão não só confirmou sua decisão; além disso, informou que ela deveria ficar confinada em casa até a celebração das bodas. Mburukujá teve que se contentar em ver seu amado da janela do seu quarto, pois não estava autorizada a sair para os jardins à noite e dificilmente conseguia burlar a vigilância paterna. No entanto, enviou uma criada de sua confiança para informá-lo sobre seu triste futuro. O jovem guarani não se resignou a perder sua amada e todas as noites se aproximava da casa tentando vê-la. Vigiava o lugar durante horas e só quando percebia que os primeiros raios de sol podiam delatar sua presença retirava-se com seu coração triste, embora não sem antes tocar una melancólica melodia em sua flauta. Mburukujá não podia vê-lo, mas esses sons chegavam aos seus ouvidos e a enchiam de alegria, pois confirmavam que o amor entre ambos continuava tão vivo como sempre. Mas, uma certa manhã já não foi embalada pelos agudos sons da flauta. Esperou em vão noite após noite a volta de seu amado. Imaginou que o jovem guarani poderia estar ferido na selva, ou talvez tivesse sido vítima de alguma fera, mas não se resignava a crer que ele tivesse esquecido seu amor por ela. A doce menina consumiu-se em tristeza. Sua pele macia e brilhante tornou-se cinza e opaca e seus olhos já não refulgiam com formosos brilhos violáceos. Seus lábios vermelhos que antes costumavam sorrir se fecharam em um triste esgar para que ninguém pudesse saber de sua pena de amor. Entretanto permaneceu sentada diante de sua janela, sonhando em ver seu amante aparecer algum dia. Depois de vários dias, viu entre as moitas próximas a figura de uma velha índia. Era a mãe do seu namorado que, aproximando-se da janela lhe contou que o jovem havia sido assassinado pelo capitão que havia descoberto o oculto romance de sua filha. Mburukujá pareceu recobrar suas forças, e fugindo pela janela seguiu a anciã até o lugar onde repousava o corpo do seu amado. Enlouquecida de dor abriu uma cova com suas próprias mãos, e depois de depositar nela o corpo de seu amado confessou à anciã que daria fim a sua própria vida, pois havia perdido a única coisa que a prendia a este mundo. Tomou uma das flechas de seu amado e depois de pedir à mulher que uma vez que tudo estivesse consumado cobrisse suas tumbas e os deixasse descansar eternamente juntos, cravou-a no meio do peito. Mburukujá caiu junto ao corpo daquele que em vida havia amado. ​ A anciã observou surpreendida como as penas aderidas à flecha começavam a se transformar em uma estranha flor que brotava do coração de Mburukujá, mas cumpriu sua promessa e cobriu a tumba dos jovens amantes. Não passou muito tempo antes que os índios que percorriam essa região começassem a falar de uma estranha planta que nunca tinham visto antes e cujas flores se fecham à noite e se abrem com os primeiros raios do sol, como se o novo dia lhe dera vida. Esta flor foi o primeiro pé de maracujá. CURIOSIDADE Quando os missionários europeus chegaram à América, se encantaram com a exuberância da flor e associaram de imediato alguns dos seus elementos ao calvário de Cristo. Por esse motivo a flor de maracujá também significa "Coração Ferido". A simbologia da flor de maracujá foi relacionada da seguinte forma: os três estigmas correspondiam aos três cravos que prenderam Cristo na cruz; as cinco anteras representavam as cinco chagas; as gavinhas eram os açoites usados para o martirizar; por fim, no formato da flor era visível a imagem da coroa de espinhos levada por Cristo para o ato de crucificação. Os tons de roxo que colorem a flor simbolizam o sangue derramado por Jesus Cristo. Aliás, a cor roxa é usada nos rituais cristãos durante a Semana Santa. A história conta que no século XVII o Papa Paulo V ficou maravilhado quando recebeu flores de maracujá de presente e que ordenou que fossem cultivadas em Roma. As flores que tinham vindo da América do Sul, foram um sinal para o Papa que o Evangelho era também para ser espalhado no "Novo Mundo". No simbolismo religioso, o formato redondo do fruto maracujá corresponde ao mundo de pecado que Cristo deu a sua vida para o salvar. Em outras línguas, o maracujá é conhecido como o “fruto da paixão”: passion fruit (em Inglês), fruit de la passion (em Francês), fruta de la pasión (em Espanhol). ​ CARACTERÍSTICAS Reino: Plantae Divisão: Magnoliopsida como a Mamona Ordem: Malpighiales como a Mandioca Familia: Passifloraceae Genero: Passiflora Especie: P.incarnata e outras ​ Trepadeiras herbáceas ou lenhosas, podendo apresentar-se como ervas ou arbustos de hastes cilíndricas ou quadrangulares, angulosas, suberificadas, glabras ou pilosas. Seus representantes apresentam as características da família e diferem dos outros gêneros pela presença de cinco estames, cinco pétalas e cinco sépalas, pelo ginandróforo ereto com estames de extremidades livres e com três estigmas. Em algumas espécies, as folhas são arredondadas e em outras são profundamente partidas, com bordos serrados. Flores: grandes, vistosas, de coloração que pode variar de branco-esverdeada, alaranjada, vermelho ou arroxeada, de acordo com a espécie. Floresce de dezembro a abril. Fruto: Geralmente arredondado com casca espessa de coloração verde, amarelada, alaranjada ou com manchas verde-claras, de acordo com a espécie. Sementes: achatadas, pretas, envolvidas por um arilo de textura gelatinosa de coloração amarelada e translúcida. Frutifica durante o ano todo, menos intensamente de maio a agosto. REFERÊNCIAS https://www.portalsaofrancisco.com.br/bem-estar/passiflora https://www.significados.com.br/flor-de-maracuja/ https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/lendas/51642/a-lenda-da-flor-do-mburucuya https://www.ecycle.com.br/3922-oleo-de-semente-de-maracuja.html https://jb.utad.pt/ordem/Malpighiales http://www.ufrgs.br/seerbio/ojs/index.php/rbb/article/viewFile/1776/1014 http://www.scielo.br/pdf/rbpm/v18n2/1516-0572-rbpm-18-2-0563.pdf

  • Ginseng

    Panax ginseng ​ região nativa China e Ásia ocidental tipo  Arbusto de pequeno porte altura até 3 m uso Medicinal, cosmético​ ​ Ginseng  se refere a uma ou mais espécies de plantas do gênero Panax usadas como erva medicinal como as espécies Panax ginseng, Panax japonicus. Diz-se que a palavra “ginseng” significa “a maravilha do mundo”. O nome “panax” deriva da palavra grega “panacea”, que significa “cura tudo”. O ginseng é geralmente utilizado como substância adaptogenea, o que significa que normaliza o funcionamento do corpo de acordo com as necessidades individuais (por exemplo, abaixa a pressão arterial alta, mas aumenta a pressão baixa). ​ HISTÓRIA ​ O ginseng é originário da Manchúria, da Tartária chinesa e de outras partes da Ásia ocidental, e é largamente cultivado na China, na Coreia, no Japão e na Rússia. A planta cresce agora também nas florestas ricas do este e do interior norte-americano. ​ Há mais de 7000 anos que se usam várias formas de ginseng na medicina alternativa. Várias espécies crescem pelo mundo inteiro, e embora algumas sejam preferidas para efeitos específicos, todas são consideradas como tendo propriedades semelhantes de rejuvenescimento eficaz do corpo e da mente. No Brasil a espécie Pfaffia paniculada é conhecida como Ginseng brasileiro, as semelhanças desta planta com o ginseng oriental se dá pelas qualidades curativas e pelo formato antropomorfos das raízes. Na Coreia, a procura anual da planta incluía muitos rituais. Os que a colhiam deviam ser ascetas e as raízes eram cuidadosamente desenterradas à mão. ​ Até ao século 19, os Jesuítas foram os únicos europeus a chegar até a China e, em 1713, o padre francês Jartoux escreveu sobre uma planta chamada pelos Tártaros de “orhota”. Supostamente esta planta possuía poderes maravilhosos. Tratava-se do Panax ginseng. Estas notícias chegaram ao conhecimento de outro missionário, Joseph Lafifau. Ocorreu-lhe que as áreas florestais descritas como o habitat do ginseng eram bastante semelhantes ao ambiente em que ele próprio trabalhava. Decidiu procurar ginseng canadense, o qual encontrou nas florestas perto de Montreal. A planta era conhecida pelos índios como “garentoquen”. Parecia ser o ginseng americano. Aparentemente muitas etnias indígenas já conheciam a planta há séculos, e esta fazia parte da sua medicina. Os índios Chippewa chamavam a planta de “shte-na-bi-o-dzhi-bih”, o que significa “raiz do homem”. A planta tinha propriedades revitalizantes e analgésicas. Como a raiz tinha uma forma humana, usavam a parte que se parecia com a zona do corpo com dores. ​ Os espécimes norte-americanos foram transmitidos para Paris por Sarassin, em 1704. Desde o início do século 18 houve dois períodos em que o ginseng americano foi transportado da China. Naquela altura apenas o imperador tinha o direito de colher as raízes na natureza. Agora o ginseng é uma erva protegida na China e na Rússia. O ginseng branco natural é frequentemente processado a vapor para a produção do “ginseng vermelho”, o qual tem uma potência medicinal diferente e mais forte. ​ USO ​ As raízes secas, das quais a periderme é retirada, são chamadas de “ginseng- branco”, enquanto que o “ginseng-vermelho” é obtido através da exposição das raízes ao vapor de água, com posterior secagem, sem a retirada da periderme. Esse procedimento altera a cor para o marrom-avermelhado. ​ O Ginseng é composto primariamente de ginsenosídios, é rico em saponinas e oligoelementos  com propriedades tonificantes; cicatrizantes; anti-inflamatórias; refrescantes; estimulante celular; restauradora de tecidos; hidratante e nutritiva. Na medicina chinesa, acredita-se que o Ginseng promove longa vida, força e sabedoria. Com sua habilidade de estimular a regeneração da pele, ele aumenta naturalmente a vitalidade e a produção de colágeno. O Ginseng é usado para reduzir os efeitos do stress, melhorar o desempenho geral, impulsionar os níveis de energia, ajudar a memória, e estimular o sistema imunológico. A medicina oriental avaliou o ginseng como ingrediente essencial em todas as suas melhores receitas, e considera a planta preventiva e curativa. Diz-se que remove a fadiga mental ou corporal, cura os problemas pulmonares, dissolve tumores e reduz os efeitos do envelhecimento. Também se usa contra os diabetes, para proteger de radiações ou quimioterapia, contra as constipações e queixas peitorais, para ajudar a dormir, e para estimular o apetite. ​ REZA A LENDA Segundo tradições antigas, o poderoso espírito da montanha enviou um menino prodígio, que se encontrava escondido disfarçado de uma raiz semelhante ao Homem, para salvar a humanidade do seu sofrimento. ​ Dizem que o mítico imperador Shen-nung foi a primeira pessoa a usar o ginseng. Este imperador foi abençoado com um abdômen transparente, através do qual podia julgar as propriedades curativas por si próprio. Uma dieta na qual o ginseng é um ingrediente central era considerada essencial para atingir uma idade avançada. Conta-se que chinês Li Chung Yun alimentou-se apenas de vegetais crus e de ginseng, e atingiu a respeitável idade de 256 anos (1677-1933). ​ ​ CARACTERÍSTICAS ​ classe Magnoliopsida (dicotiledônea) como o Cupuaçu ordem Apiales como o Coentro família Araliaceae como a Hera gênero Panax É uma erva perene, com uma raiz grande e carnuda de crescimento muito lento, com 5 a 7,5 cm de comprimento (ocasionalmente pode ter o dobro deste tamanho), e com 1,5 a 2,5 cm de espessura. As cores variam do amarelo pálido ao acastanhado. Tem uma doçura mucilaginosa, quase licorosa, com alguma amargura e um ligeiro calor aromático, e pouco ou nenhum aroma. O caule é simples e ereto, com cerca de 30 cm de comprimento, com três folhas, cada uma dividida em cinco folhinhas dentadas, e uma única umbela terminal com algumas florzinhas amarelas. O fruto é um cacho de pequenas bagas vermelhas. O ginseng floresce pela primeira vez no quarto ano, e as raízes demoram 4 a 6 anos a atingirem a maturidade. Quanto mais velha for a raiz maior será a concentração de ginsenósidos, os compostos químicos ativos, e por isso mais potente será o ginseng. As raízes de ginseng podem viver mais de cem anos. ​ REFERÊNCIAS ​ FETROW, Charles W e AVILA, Juan R. Manual de Medicina Alternativa – Rio de Janeiro- Ed Guanabara Koogan, 2000 TESKE, Magrid e TRENTINI, Anny M. M. – Compendio de Fitoterapia – 3ª edição – Curitiba – Ed Herbarium - 1995 https://azarius.pt/encyclopedia/10/Ginseng/ em 30/06/2017 http://nedmed.info/article/ginseng-uma-historia-longa-vida

  • Mamona

    Ricinus communis ​ A Mamona, também conhecida como Rícino e em inglês castor beans, é uma planta da família das euforbiáceas nativa de regiões do norte da África, sul do Mediterrâneo e oeste da Índia. É um óleo de alta viscosidade que têm sido usado por suas propriedades medicinais em suas regiões nativas a séculos. O óleo de mamona se destaca por interferir pouco na ação dos ativos que se incorporam à ele nas fórmulas, sendo um ótimo carreados, mas além disso conta com notáveis propriedades terapêuticas próprias. É considerado um óleo quente que favorece a boa a circulação de fluidos no corpo. É excelente como óleo de massagem, auxiliando no tratamento de dores musculares resultantes de exercícios vigorosos. Existe ampla documentação sobre as propriedades analgésicas e anti-inflamatórias do ácido ricinoleico, que constitui quase 90% do óleo de mamona. Sua ação descongestionante do sistema linfático tem sido documentada. Os vasos linfáticos formam uma ampla rede em todo o corpo, e coletam resíduos de tecidos levando-os para o sangue para serem eliminados. Suas propriedades descongestionantes e antiinflamatórias favorecem o movimento linfático. No uso tópico todas essas mudanças internas já são notadas. Existe ainda documentação de propriedades relaxantes do óleo quando utilizados em massagem, ajudando a regular o sono e promovendo alívio de cólicas em bebês. ​ Fonte Journal of Ethnopharmacology. Volume 5, Edição 2, Março 1982, Pgs 117–137.

  • Rosa

    Região nativa Europa, norte da África e oeste da Ásia Tipo Arbusto espinhoso escandente altura até 3 m Uso Medicinal, cosmética, comercial. ​ As flores trazem em si o centro de sua organização, como um sol interno seja qual for sua posição no espaço. Suas formas perfeitas e seu perfume despertam em nós os ecos da nobreza e da bondade. Também chamada ‘a mais bela’, a Rosa expressa a presença e a harmonia desta família que tem suas raízes profundamente ligadas às forças da Terra e suas flores abertas ao Cosmos. Tal equilíbrio possibilita que esta tão grande família das Rosáceas se estenda de zonas polares aos trópicos sem apresentar nenhuma espécie tóxica! A mais famosas das flores, cantada em verso e prosa por autores de todos os tempos, está ligada à Vênus e ao amor. A rosa mosqueta, rosa silvestre ou rosa canina (Rosa aff. rubiginosa, syn. Rosa canina L.) é uma das plantas ornamentais mais conhecidas em todo mundo. ​ HISTÓRIA ​ A roseira surgiu em algum ponto do oriente e foi introduzida nos países ocidentais pela Grécia. Os colonizadores espanhóis trouxeram-na para o Chile, onde cresce hoje, espontaneamente, nas encostas dos Andes. ​ A pelo menos 4 mil anos antes de Cristo, os assírios, babilônios, egípcios e gregos já usavam esta flor como elemento decorativo, para cuidar do corpo e em banhos de imersão. ​ A 2500 anos atrás, na antiga Pérsia, atual Irã, teve sua origem  o uso do óleo de rosas. De acordo com a lenda local, uma princesa observou que as pétalas de rosas que foram colocadas em uma piscina para sua festa de casamento, começaram a soltar óleos perfumados sob o sol quente. Este óleo de rosas persas e, mais recentemente, o indiano, o búlgaro e o turco tornaram-se a floração preferida dos perfumistas. ​ Em seu herbário de 1597, John Gerard (médico e botânico inglês) descreveu a beleza da Rosa canina para a culinária. Na idade média era usada como recurso facilitador na meditação e oração. Segundo a história, São Domingos foi visitado pela Virgem Maria em uma visão mística e recebeu o primeiro rosário, as mulheres passaram, então, a usar as pétalas da Rosa rubra comprimidas em forma de contas, para formarem rosários. A Rosa damascena, que fora trazida à Inglaterra pelos cruzados ao retornarem, também era conhecida por seus vários usos medicinais. Existem milhares de variedades de rosas conhecidas. Uma das figuras históricas que impulsiona a popularidade da rosa nos tempos modernos é a Imperatriz Josefina, apaixonada pelas rosas. No seu jardim, no “Chateau de Malmaison”, possuía uma das maiores coleções da Europa que, aliás, não parou de crescer até a sua morte em 1814. Foi igualmente em França que, em 1816, surge a primeira rosa Hibrida Perpetua – a “Rose du Roi” – produzida nos jardins reais de Sèvres, em Paris. ​ Ao todo, 126 espécies originais silvestres resultaram, com o passar dos séculos e a intervenção da civilização, em mais de 30 mil híbridos, agora espalhados por todo mundo. A rosa (Rosa grandiflora) é a mais importante espécie da família das Rosáceas. Uma característica interessante nesta família é que todas as espécies possuem perfume e sabor. ​ “Aquele que teria rosas bonitas em seu jardim deve ter rosas bonitas em seu coração” (Deão de Rochester) ​ USO Para além de decoração (em bouquets, ramos, cachos, etc), as rosas são usadas na produção de cosméticos, remédios e infusões para chás aromáticos e na culinária. Das sementes da Rosa aff. Rubiginosa extraí-se um óleo muito usado em cosmetologia. O óleo de Rosa Mosqueta, amplamente conhecido, contém em sua composição os ácidos palmítico, esteárico, láurico, mirístico e palmitoléico, entre outras substâncias. É um líquido transparente de cor acastanhada, rico em ácidos graxos insaturados. Devido aos ácidos graxos insaturados que possui é regenerador dos tecidos, conservando a textura da pele. Estes ácidos são também considerados nutrientes indispensáveis na síntese de prostaglandina, a qual atua nos processos fisiológicos e bioquímicos relacionados com a formação do tecido epitelial. Tem ação regeneradora dos tecidos, cicatrizante e emoliente. ​ A água de rosas, conhecida em árabe como Maward e em turco como Gül suyu, é produzida pelos árabes desde o século IX. Alguns pesquisadores acreditam que foram os indianos os criadores da água de rosas, outros pensam que surgiu ao mesmo tempo na Índia, Bulgária e mundo árabe. É rica em flavonóides e vitaminas. Tem excelentes efeitos calmantes, melhora a condição da pele seca e evita o envelhecimento, limpa, purifica, reduz o inchaço e vermelhidão, auxilia na eliminação de cravos. Pode ser utilizado por quem tem pele sensível e é eficaz como uma loção pós-barba. É antibacteriana, calmante e possui propriedades antissépticas. ​ O óleo essencial de rosas é obtido da rosa damascena, também conhecida como rosa de altar é original da Bulgaria. Cultivada em regiões montanhosas, precisa ser colhida logo após o orvalho e destilada imediatamente para maximizar a produção do óleo. Possui aroma inspirador de pureza, amor e paixão. É um poderoso regenerador e rejuvenescedor de tecidos. Tem propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias. Muito indicado em problemas femininos, tônico para o útero, alivia a tensão pré menstrual e regula o ciclo.O seu uso é feito com o óleo puro, aplicando-se poucas gotas sobre a região tratada, com massagem circular até sua total absorção ou em cremes ou loções. ​ REZA A LENDA Houve um tempo em que todas as rosas eram brancas. Em uma noite de Primavera, um rouxinol pousou sobre uma nova rosa de uma brancura imaculada e ficou perdidamente apaixonado. Nesse tempo, ninguém nunca ouvira um rouxinol cantar, eles viviam toda a sua vida em silêncio, mas o amor deste por aquela rosa tão especial, era de tal maneira forte, que uma canção de uma beleza espantosa se formou na sua garganta e ele se pôs a cantar. Em um abraço apaixonado, abriu as asas em torno da flor, e apertou-a com tal paixão, que os espinhos dela encravaram em seu corpo frágil. Mesmo assim o rouxinol manteve seu canto de amor até que tombou sem vida. Seu sangue escorreu sobre pétalas brancas da rosa, manchando-as. E desde então, há rosas que nascem vermelhas… e na Primavera, pela noite dentro, ouvem-se os trinados dos rouxinóis cantando as suas canções de amor! DESCRIÇÃO BOTANICA ​ Atualmente, as rosas cultivadas estão disponíveis em uma variedade imensa de formas, tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral.  As flores, particularmente, sofreram modificações através de cruzamentos realizados ao longo dos séculos para que adquirissem suas características mais conhecidas: muitas pétalas, forte aroma e cores das mais variadas. Folhas: As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados. Flores: As flores, na maior parte das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínfero. Frutos: Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis. REFERÊNCIAS . LAWS, Bill – 50 Plantas que Mudaram o Rumo da História – Rio de Janeiro - Ed Sextante 2013 . PELIKAN, W. – Fitoterapia – El Poder Curativo de Las Plantas – Buenos Aires – ed. Antroposófica 2005 http://www.floresjardim.com/as-rosas.htm http://www.oleosessenciais.org/oleo-essencial-de-rosas/ http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=10969

  • Alcaçuz

    Glycyrrhiza glabra Região nativa: Europa e Ásia, embora cada região do planeta apresenta sua variedade de Alcaçuz. Tipo: Arbusto perene Altura: 1 a 2 metros Uso: Culinário, cosmético e terapêutico ​ ​ ALCAÇUZ ​ O alcaçuz, Glycyrrhiza glabra L., pertence à família Leguminosae, que se caracteriza por plantas cujo fruto é do tipo legume. A parte mais utilizada do alcaçuz é a raiz. O nome de gênero, Glycyrrhiza, é derivado do grego “raiz doce”. Glabra significa “liso”, em referência as vagens das sementes, que são lisas. A raiz do alcaçuz também é amplamente usada na medicina tradicional chinesa onde se lhe conhece como “gan zao”. ​ ​ HISTÓRIA ​ O Alcaçuz é uma planta nativa do Sudoeste da Ásia, onde também existe a planta Glycyrrhiza uralensis, que é uma espécie correlata, muito usada como erva medicinal na China. Além da China, ocorre na Mongólia, União Soviética e Irã Cresce naturalmente em lugares planos e secos de países como a China, bem como em solo arenoso das bacias dos rios. ​ As propriedades medicinais do alcaçuz são conhecidas há mais de 3000 anos, sendo citado em papiros egípcios, escritos assírios e chineses. Os egípcios cultivavam a planta devido às virtudes terapêuticas e suas raízes foram encontradas em tumbas, junto com os tesouros do rei Tuts. Foi citado por Teofrasto no ano 310 aC e Hipócrates a indicava para tratar tosse, asma e outras doenças respiratórias, a chamando de raiz doce (Glukos riza), advindo daí, como citado, sua denominação Glicyrrhiza. Foi também utilizado por Dioscórides e pelos romanos. Durante os séculosXIV e XV se espalhou pelo mundo. No século XVII foi amplamente utilizado em casos de tuberculose e infecções urinarias pelo herbalista inglês Nicolas Culpeper. Era muito utilizada antigamente na China na Menopausa e TPM, Egito e Índia como um pó medicinal na cura do espírito. ​ É uma das plantas medicinais mais prescritas, hoje, na China. Na Alemanha, O Alcaçuz chegou a ser um presente muito popular, mais mesmo que o chocolate, e tinha a reputação de despertar as mulheres sexualmente. ​ Há uma planta brasileira da mesma família Leguminosae, a Periandra dulcis M. Também chamada de Alcaçuz ou Urucuhcê que tem as mesmas propriedades da Glycyrrhiza glabra, tendo o princípio amargo e acre das raízes mais pronunciadas e o mesmo sabor doce. ​ ​ USO ​ O gênero Glycyrrhiza inclui cerca de 20 espécies nativas da Europa, Ásia e América do Sul, bem como Austrália. ​ O alcaçuz é muito lembrado relacionando-o com algo extremamente doce. De fato, as raízes da planta são mais doces do que o açúcar comum e concentram os seus compostos ativos que são muito utilizados para dar sabor na indústria de alimentos a inúmeros doces que são apresentados sob a forma de pauzinhos, pastilhas ou balas de goma, com aromas de anis, violeta ou mel. Mas além de seu uso culinário o Alcaçuz tem um amplo uso benéfico a nossa saúde. ​ Ele é uma ótima fonte de vitaminas como a vitamina B1 (tiamina), vitamina B2 (riboflavina), vitamina B3 (niacina), vitamina B5 (ácido pantotênico) e vitamina E (tocoferol). Também é rica em minerais como o fósforo, o ferro, o magnésio, o zinco, o cálcio, a colina, o potássio, o silício e o selênio. A raiz de alcaçuz possui saponósitos triterpenóides (glicirrizina) que atua no sistema respiratório diminuindo o efeito da tosse e tem ação expectorante, possuem ainda flavonóides que se destacam pelas ações antioxidante e anti-inflamatória sendo indicada no combate a dor de garganta. A planta também protege o fígado e por isso é boa para quem tem hepatite. O estômago também é beneficiado pelo consumo do alimento. O ácido glicirrízico encontrado no alcaçuz selvagem é bastante eficaz no controle da proliferação de bactérias, sendo capaz de inibir diversas espécies do microrganismo auxiliando nosso sistema imunológico. ​ Também há benefícios do alcaçuz para a saúde e beleza. Ela trata condições de pele como eczema, psoríase e pé-de-atleta. Estudos também mostram que o uso tópico de extrato de alcaçuz na pele pode ajudar a reduzir o inchaço e a coceira na região. Também é possível observar um efeito clareador da pele e seus efeitos antioxidantes protegem a pele de danos causados pela radiação ultravioleta do sol e pelo estresse oxidativo. A planta também promove cabelos mais bonitos e saudáveis devido à redução da oleosidade e à eliminação de caspas. Usado na medicina é obtido da raiz de aproximadamente quatorze espécies. ​ REZA A LENDA ​ O Alcaçuz foi encontrado enterrado junto com os tesouros do faraó egípcio Tutankhamon (Rei Tut). O Alcaçuz já foi chamado de “cítica”, vez que os guerreiros Citas supostamente se mantinham até por mais de uma semana apenas com a erva, sem qualquer outro tipo de comida ou bebida. ​ ​ CARACTERÍSTICAS ​ Nome popular: licorice, alcaçuz, liquorice, regaliz Classe: Magnoliopsida Ordem: Fabales como as Acacias Familia: Fabaceae como a Crotolaria Genero: Glycyrrhiza Desenvolvimento:SUA COLHEITA SE DÁ DE DOIS A TRÊS ANOS APÓS O PLANTIO Porte: ate 2 metros. Arbusto perene de 1 a 2m de altura, com uma raiz principal forte que pode chegar até 25cm de comprimento, que se subdivide em até 5 raízes subsidiárias, de até 1,25m e vários rizomas de gosto adocicado, seu sabor doce é proveniente das saponinas que possuem essas característica organoléptica. Há vários estolhos laterais lenhosos que podem crescer até 8m e há brotação todo ano. Folhas compostas, imparipenadas, de 4 a 7 pares de folíolos oblongos ou elípticos, obtusos. Flores de  róseo arroxeadas, em cachos axilares de 10 da 15cm de comprimento. Cálice curto, bem formado e glandular e a borda do cálice é maior que o tubo com pétalas estreitas e não fundidas na borda. O fruto é uma vagem alongada, contendo de 3 à 5 sementes marrons reniformes. REFERÊNCIAS: https://www.vegetall.com.br/alcacuz/ https://www.vegetall.com.br/alcacuz/ https://www.mundoboaforma.com.br/12-beneficios-da-alcacuz-o-que-e-para-que-serve-cha-e-dicas/#jjk2KaU2kky4sjwC.99A http://www.laboratto.com.br/novo/index.php/formulas/99-aqua-licorice-ext-pt florien.com.br/wp-content/uploads/2017/06/LICORICE.pdf https://books.google.com.br/books?id=ybxIjd0b9aQC&pg=PA27&lpg=PA27&dq=glycyrrhiza+glabra+morfologia&source=bl&ots=mMM4coM3HE&sig=Jih5BFP5bU37Tqks0UpHNioIxTY&hl=pt-BR&sa=X&ved=0ahUKEwiwvfX4rJ3YAhXDjJAKHaRwBYYQ6AEISzAK#v=onepage&q=glycyrrhiza%20glabra%20morfologia&f=false http://www1.londrina.pr.gov.br/dados/images/stories/Storage/sec_saude/fitoterapia/publicacoes/alcacuz2%20.pdf http://www.medicinanatural.com.br/plantas-medicinais-alcacuz/ .

  • Coco

    Cocos Nucifera ​ ​ Região nativa: Asia Altura: ate 30 metros Uso: até  Alimentício, terapêutico e cosmético. ​ ​ ​ Cocos Nucifera é o nome cientifico do que conhecemos popularmente de coqueiro da índia, coco da praia, coqueiro, coqueiro anão e coco da baía. É a única espécie classificada no gênero Cocos. ​ O coqueiro é um grande palmeira, de estipe solitário, que chega a atingir 30 metros de altura. É uma planta típica de clima tropical, que normalmente frutifica em locais de clima quente ​ HISTÓRIA As origens do coqueiro são controvérsias, há indícios de que ele surgiu na Ásia, Oceania ou África. Registros fósseis da Nova Zelândia indicam aí a existência de pequenas plantas similares ao coqueiro de mais de 15 milhões de anos, fósseis ainda mais antigos foram também descobertos no Rajastão, na Índia. O fato é que devido à baixa densidade de suas sementes, o coco se espalhou através de correntes marítimas, pelo litoral de diversos países tropicais. Já foram encontrados cocos transportados pelo mar tão ao norte como na Noruega em estado viável, que germinaram subsequentemente em circunstâncias apropriadas. ​ Chegou ao Brasil com os portugueses, proveniente do Cabo Verde, teve seu plantio inicial no estado da Bahia, espalhando-se posteriormente pelo litoral nordestino. Com a chegada dos escravos de Moçambique, onde o aproveitamento do leite de coco e a feitura de pratos com o fruto já eram práticas comuns, é que se iniciou a criação dos pratos da tradicional culinária afro-brasileira. ​ Em algumas partes do mundo, macacos treinados são usados na colheita do coco. Dizem que escolas de treinamentos para macacos ainda existem no sul da Tailândia. Todos os anos são realizadas competições para identificar o mais rápido colhedor. ​ REZA A LENDA Há uma série de mitos sobre como a origem do coco, e como a maioria dos bons mitos, todos eles envolvem violência. Se você olhar atentamente para um coco verá que suas características podem assumir uma aparência assustadoramente humana, com dois olhos e uma boca. ​ Na Nova Inglaterra, a cabeça decepada veio de um menino que tinha sido completamente comido por um tubarão, mas sua cabeça foi misteriosamente poupada, e depois que foi sepultada brotou no primeiro coqueiro. Outro mito vem das ilhas do Almirantado, a lenda conta a história de dois irmãos que roubaram uma canoa do diabo para ir pescar. O diabo os persegue e os seguram por um tempo e depois os joga para serem comidos pelos peixes, mas o irmão mais novo corta seu irmão mais velho em pedaços, mas deixa a cabeça intacta. Na Birmânia, quem perdeu literalmente a cabeça foi um homem decapitado por um rei que tinha se cansado de suas brincadeiras. ​ * ​ Enquanto caçava um dia, um homem chamado Ameta encontrou um coco , algo nunca antes visto em Seram, que havia sido pego na presa de um javali . Ameta, que fazia parte de uma das nove famílias originais do povo West Ceram que emergiram das bananas , levou o coco para casa. Naquela noite, uma figura apareceu em um sonho e o instruiu a plantar o coco. Ameta fez isso e, em poucos dias, o coco se transformou em uma árvore alta e floresceu. Ameta subiu na árvore para cortar as flores e recolher a seiva , mas cortou o dedo e o sangue caiu em uma flor. Nove dias depois, Ameta encontrou no lugar dessa flor uma garota a quem ele chamou Hainuwele, que significa "Ramo de Coco". Ele a envolveu em um sarongue e a levou para casa. Ela amadureceu com uma rapidez surpreendente. Hainuwele tinha um talento notável: quando defecou, ​​excretou itens valiosos. Graças a isso, a Ameta ficou muito rica. ​ Hainuwele assistiu a uma dança que duraria nove noites em um lugar conhecido como Tamene Siwa . Nessa dança, era tradicional as meninas distribuírem nozes de areca aos homens. Hainuwele fez isso, mas quando os homens pediram areca, ela lhes deu as coisas valiosas que conseguiu excretar. Todos os dias ela dava algo maior e mais valioso: brincos de ouro , coral , pratos de porcelana , facas , caixas de cobre e gongos . Os homens ficaram felizes no início, mas gradualmente decidiram que o que Hainuwele estava fazendo era estranho e, movidos pelo ciúme, decidiram matá-la na nona noite. ​ Nas danças sucessivas, os homens circulavam em torno das mulheres no centro da pista de dança, Hainuwele entre elas, que distribuía presentes. Antes da nona noite, os homens cavaram uma cova no centro da pista de dança e, destacando Hainuwele, no curso da dança, eles a empurraram cada vez mais para dentro até que ela foi empurrada para a cova. Os homens rapidamente amontoaram terra sobre a garota, cobrindo seus gritos com a música deles. Assim, Hainuwele foi enterrada vivo, enquanto os homens continuavam dançando na terra, pisando-a firmemente. ​ Ameta, sentindo falta de Hainuwele, foi procurá-la. Através de um oráculo, ele descobriu o que havia acontecido, então ele exumou o cadáver dela e o cortou em pedaços que ele então enterrou novamente na vila. Essas peças se transformaram em várias novas plantas úteis, incluindo tubérculos , dando origem aos principais alimentos que o povo da Indonésia desfrutou desde então. ​ Ameta levou os braços cortados de Hainuwele à mulua Satene , a divindade dominante sobre os humanos. Com eles, ela construiu para ele um portão em espiral através do qual todos os homens deveriam passar. Aqueles que poderiam atravessar o portão permaneceriam seres humanos, embora daqui em diante mortais, se dividindo em Patalima (Homens dos cinco) e Patasiwa (Homens dos nove). Os incapazes de passar pelo limiar tornaram-se novos tipos de animais ou fantasmas . A própria Satene deixou a Terra e tornou-se governante sobre o reino dos mortos. [5] Patasiwa é o grupo ao qual pertencem o povo Wemale e o Alune. * ​ O termo "coco" foi desenvolvido pelos portugueses no território asiático de Malabar, na viagem de Vasco da Gama à Índia (14971498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, em que o endocarpo e os poros de germinação assemelham-se à face de um "coco" (monstro imaginário com que se assusta as crianças; papão; ogro), conforme conta o historiador João de Barros no seu livro Décadas da Ásia (1563) "[...]por razão da qual figura, sem ser figura, os nossos lhe chamaram coco, nome imposto pelas mulheres a qualquer coisa, com que querem fazer medo às crianças, o qual nome assim lhe ficou, que ninguém lhe sabe outro, [...].". Do português o termo passou ao espanhol, francês e inglês "coco", ao italiano "cocco", ao alemão "Kokos" e aos compostos "coconut", inglês, e "Kokosnuss", alemão. ​ USO ​ Do coqueiro, nada se perde. As folhas do coqueiro servem para cobrir os telhados das casas. O artesanato nordestino utiliza as fibras do fruto e das folhas para a fabricação de cordas, tapetes, redes, vassouras, escovas e outros produtos, tais como cestos, esteiras e chapéus. Do endocarpo do coco (casca dura) confeccionam-se inúmeros utensílios e ornamentos, a exemplo de colheres, cintos, brincos, colares, porta-canetas, pulseiras, descansa-pratos, entre outros. O tronco do coqueiro, além de ser usado na construção de casas rústicas, é utilizado pelos artesãos na fabricação de esculturas, arranjos de plantas, e móveis, que são comercializados em lojas e feiras populares. Do coqueiro são fabricados, ainda, redes e linhas de pesca, cordoalhas, sacos e broxas. A palmeira é utilizada, inclusive, como planta ornamental, embelezando casas, parques e jardins. ​ O coco como um todo contém proteínas, flavonoides, magnésio, gorduras, sais minerais – potássio, sódio, fósforo e cloro - hidratos de carbono e as vitaminas A, B1, B2, B5 e C. A Fibra do fruto, catequinas, epicatequina e taninos condensados. Apresenta diversas ações farmacológicas: Atividade antiviral e imunomoduladora, antiparasitária (triterpenos, saponinas e taninos condensados contra nematoides intestinais), cicatrizante, hipoglicemiante (fibras), antibacteriana (na água há peptídeos com expressiva atividade contra bactérias GRAM positiva e Gram negativa, além de ação antioxidante), antiulcerosa (o leite atua como cicatrizante de úlcera induzida por indometacina). O extrato aquoso da fibra apresenta atividade anti-inflamatória e antinoniceptiva -diminui a percepção da dor. ​ Da polpa branca do fruto, as indústrias alimentícias extraem um óleo, e fabricam, também, manteigas e margarinas. ​ O leite de coco é um subproduto muito conhecido e utilizado na culinária brasileira, só pode ser extraído quando o coco está maduro. Para retirá-lo, basta quebrar a casca, soltar a camada interna (branca), adicionar-lhe um pouco de água, bater tudo no liquidificador e, em seguida, coar a mistura. O líquido resultante é o leite de coco. ​ O óleo de coco traz muitos benefícios para a saúde e beleza por meio da alimentação e aplicação direta nos cabelos, pele, dentes e mucosas. Nos cabelos ajuda a prevenir danos causados pelo uso de química (clareamentos) e termicamente (água quente do chuveiro, calor de chapinhas, secadores, etc.). Isso porque, de acordo com o estudo, o óleo de coco ajuda a evitar a perda de proteínas e água dos cabelos, além de servir como um filme lubrificante. ​ O óleo de coco é um ótimo adjuvante na diminuição da formação de placa e gengivite induzida por placa - o que o torna um aliado na higienização bucal diária. E muitas pessoas o utilizam como creme dental alternativo. ​ A indústria de produtos de limpeza também o utiliza para fazer sabões, que inclusive têm fama de serem mais sustentáveis que outros tipos de agentes limpantes com ação detergente. ​ O coco é usado, ainda, pela indústria de cosméticos. Possui propriedades emolientes obtidas através dos óleos saturados proporcionando maior suavidade e maciez à pele e aos cabelos. Também possui ação hidratante para a pele e para o couro cabeludo através dos sais minerais e dos açúcares. Já as proteínas dão condicionamento à pele e aos cabelos proporcionando maior volume e brilho aos cabelos. As vitaminas atuam como nutrientes tanto para a pele como para o couro cabeludo. ​ CARACTERÍSTICAS ​ Nome Científico: Cocos nucifera Nomes Populares: Coco, Coco-da-baía, Coco-da-praia, Coqueiro, Coqueiro-anão, Coqueiro-da-índia Família: Arecaceae como o Antulio Ordem: Arecales como o Acaí Ciclo de Vida: Perene ​ Palmeira com caule sem ramificação e anelado, podendo atingir até 30 metros (variedade arbórea) ou 3 metros (variedade anã) Reprodução por frutos-sementes. Não suporta frio e geada Prefere clima quente e solo alcalino, muito bem drenado e arenoso. Produção a partir do sexto ano de plantio ​ Folhas: grandes e pinadas, com até 6 metros de comprimento. pêndulas, largas, com folíolos de coloração verde-amarelada, rígidas.[7] Inflorescências: paniculadas, com belos cachos pendentes, de cerca de 1 metro, carregados de numerosas e pequenas flores brancas ou amareladas. As flores masculinas abrem-se em momentos diferentes das femininas, na mesma palmeira, possibilitando a polinização cruzada. ​ Fruto: Botanicamente falando, um coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa (não uma noz). A casca (mesocarpo) é fibrosa e existe um "caroço" interno (o endocarpo lenhoso). Este endocarpo duro tem três poros de germinação que são claramente visíveis na superfície exterior, uma vez que a casca é removida. [GABI só inverti, pois fala do fruto] Forma drupáceo ovóide, quase globoso, de coloração esverdeada a amarela, de casca lisa, com cerca de 25 cm de comprimento e 15 em de diâmetro, que demora a amadurecer, quando então torna-se castanho. Polpa abundante de até 2 cm de espessura. Cavidade central contendo a conhecida `água-de-coco´. É através de um destes que a pequena raiz emerge quando o embrião germina. REFERÊNCIAS ​ https://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=371002 https://www.jardineiro.net/plantas/coco-cocos-nucifera.html http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar/index.php?option=com_content&view=article&id=515&Itemid=181 https://www.ecycle.com.br/6144-oleo-de-coco.html https://angicoesuaslendas.blogspot.com/2016/05/blog-post_3.html https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12558183 - Antimicrobial and antiviral activiries of polyphenolics from Cocos nucifera Linn husk fiber extract https://ahduvido.com.br/10-historias-mitologicas-sobre-a-origem-das-frutas/ https://en.wikipedia.org/wiki/Hainuwele PEREIRA, A.M.S; FERRO, D - UCPMC – 10º Encontro avançado de plantas medicinais: 102-7, 2010 Monografias impressas pelo Núcleo Espirita Labor, Fé e Amor – Araxa-MG http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/1170/1/Avaliação%20da%20atividade%20antimicrobiana%2C%20citotóxica%20e%20capacidade%20sequestradora%20de%20radicais%20livres%20de%20extratos%20brutos%20do%20Cocos%20nucifera%20Linn.pdf

  • Aveia

    Avena sativa ​ Região nativa: Possivelmente na Europa central e Oriente médio,  Ásia Tipo:  Arbusto de pequeno porte Altura: 50–150cm Uso Medicinal, cosmético​, culinário, comercial ​ A aveia é um cereal, como o Arroz e o milho, pertencente ao gênero Avena, da família Gramineae ou Poaceae e seu nome científico, herdado do latim, é Avena sativa L. Pertence à mesma família do trigo e é muito mais rica em substâncias nutritivas. São conhecidas cerca de 130 espécies, a forma de aveia mais utilizada e comum na alimentação brasileira é a Avena Sativa, de grão amarelado. Nas plantações, sua coloração verde intenso, faz com que, quando o vento passe por uma plantação, pareça um grande mar ondulante. HISTÓRIA Dizem que a aveia era uma das sete dádivas de Demétria e teve sua possível origem em Atlântida, mas não se sabe exatamente quando e onde apareceu. O cultivo da aveia remonta a tempos imemoriais. Descobertas arqueológicas revelaram sua utilização em povoados pré-históricos e aldeias da Europa central e do oeste asiático. Análises genéticas mostram que a aveia selvagem teve sua origem no crescente fértil do Oriente Médio, já as espécies silvestres haploides A. sterilis e A. fatua, progenitores das aveias cultivadas, é da região da Ásia Menor. Desde 1.000 a.C. a aveia é reconhecida na Europa e Inglaterra como alimento essencial para a saúde. Na Irlanda e Escócia, a aveia encontrou maior aceitação sendo usada em uma variedade de mingaus. No final do século XVII A aveia já estava extensivamente estabelecida na Europa Ocidental para a produção de grãos e de forragens para os cavalos na Europa do Norte, a relação estabelecida entre aveia e alimentação de cavalos influenciou decisivamente sua expansão no período em que o animal servia como principal meio de tração. Foi introduzida na América do Norte em meados de 1600 pela colônia inglesa. A época de introdução da aveia no Brasil não está determinada, possivelmente, foram os espanhóis que introduziram a cultura da aveia na América, provavelmente a Avena byzantina. Mais tarde, a Avena sativa e a Avena strigosa foram introduzidas na parte sul do continente. O Brasil apresenta registro de cultivo de aveia desde o século XV. A área da cultura tem se concentrado na região sul do país, com registros de cultivo no Mato Grosso do Sul, a partir da década de 1980, e registros esporádicos em estados como Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. USO Aveia tem ação: emoliente, nutritiva, hidratante, remineralizante, restauradora de tecidos, suavizante e amaciante. Contêm polissacarídeos, que, em contato com a água, se tornam gelatinosos e formam uma fina barreira protetora que dificulta o ressecamento, combatendo a pele sem brilho e a secura escamosa.  É eficaz, também, no tratamento de sintomas da pele seca com prurido, erupções cutâneas, escaras e descamação, pois contém beta-glucana, que penetra pela pele proporcionando uma  hidratação profunda. Melhora a cicatrização de feridas superficiais e abrasões e melhora a deposição de colágeno e a ativação de células imunitárias no interior da pele. Rica em ácidos avênicos, ácido salicílico, vitaminas do complexo B, aminoácidos e lipídeos, a Aveia tem sido usada por milhares de anos para tratar o eczema, picadas de insetos e infecções devido às suas propriedades anti-inflamatória, antioxidantes e calmante (melhorando a sensação de coceira). A aveia tem três grupos de hidratos de carbono. O primeiro grupo é de fácil digestão, fazendo com que seja um cereal adequado para a alimentação na primeira infância. Um segundo grupo se desmancha e intumesce, produzindo mingau. O terceiro grupo é semelhante a frutose  (açúcar), não precisa de insulina para se decompor e, por isso, é um alimento importante para os diabéticos. Ajuda a proteger o coração e a circulação contra a arteriosclerose. É rica em cálcio, ferro e magnésio. Tal como o arroz, é altamente anabolizante, porém é acrescida do componente calor, que atua no polo metabólico do organismo, sendo muito recomendada para atletas e esportistas. REZA A LENDA Mágicos e bruxos sempre usavam aveia em seus feitiços; para prever o destino, chacoalhavam os grãos de aveia na mão e os jogavam sobre uma superfície plana para fazer figuras, que mostravam o futuro. Dizem que era o alimento dos bárbaros germânicos e era o que lhes dava tanta força e coragem que chegavam a urrar durante as batalhas e é, há mais de 2000 anos, a parte mais importante da dieta escocesa, onde, outra tradição antiga, diz que assegura um casamento feliz e com filhos, se colocada na cozinha do novo casal e biscoitos de aveia tem efeito afrodisíaco, especialmente se aromatizado com baunilha. A Aveia está presente na meditação com os dias da semana, proposto por Rudolf Steiner: Dia da semana: sexta feira Planeta: Vênus Elemento: fogo Metal: cobre Reflexão do dia - Memória certa: “A disposição de aprender da vida o mais possível. Nada acontece que não se nos preste a experiências úteis na vida. Se fizemos algo de forma errada ou incompleta, isto será um motivo para fazer algo semelhante, numa ocasião posterior, correta e perfeitamente. Vendo agir os outros, devemos vê-los sob o mesmo critério ( embora sempre com um olhar carinhoso). Não devemos fazer nada sem lembrar vivências que possam ser uma ajuda em nossas decisões e realizações. Pode se aprender muito de qualquer ser humano, inclusive de crianças.” CARACTERÍSTICAS Classe: Liliopsida como a Iris Ordem: Poales como o abacaxi Família: Poaceae como o arroz e o trigo Gênero: Avena Ciclo: Anual A Aveia, é uma herbácea, incluída no grupo dos cereais, é uma planta de ciclo anual, que atinge aproximadamente um metro de altura, as espécies selvagens podem variar entre  50 cms. e 1,5m de altura. Possui raiz fasciculada, da qual se origina uma haste ereta, cheia de nós e terminada por inflorescências do tipo panícula. Suas folhas, lineares e mais ou menos ásperas, apresentam uma grande lígula de formato oval. As flores são verdes e crescem dispostas em espigas, formando panículas piramidais. Seu fruto é do tipo caripose, de formato elíptico, pubescente e possui pericarpos esbranquiçados ou negros. REFERÊNCIAS http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/do/p_do136_1.htm https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/beleza/sua-pele/para-sua-pele/100-natural-aveia-nutre-e-protege-pele-seca-e-sensivel,4d931350e078b310VgnVCM20000099cceb0aRCRD.html http://i9magistral.com.br/Arquivos%20em%20PDF%20downloads%20/LT%20Cerealmilk%20Premium%20SP.pdf https://nplantas.com/aveia-descricao-botanica/ No Rastro de Afrodite – Plantas Afrodisíacas e Culinária Gil felippe Leia mais em: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/aveia Copyright © Portal São Francisco

  • Beterraba

    Beta vulgaris ​ Região nativa: Europa, morte da África e oeste da Ásia Tipo: Hortaliça Uso: culinário, cosmético, pecuária. ​ A beterraba (gênero Beta) é uma planta herbácea da família Chenopodiaceae, outros membros da mesma família incluem a couve, o mangelwurzel (espécie de raiz amarela e longa), e a beterraba doce.O nome é derivado do substantivo francês betterave (sendo bette a acelga, e rave nabo). HISTÓRIA Segundo Candolle e Bois, sua introdução se situaria por volta do século 6 ou 4 antes de Cristo. Segundo outros autores, algumas escavações arqueológicas situariam as primeiras tentativas de cultura há quatro mil anos no norte da Europa. A beterraba é descendente de uma planta marinha originária do Mediterrâneo e das regiões do Atlântico Norte na Europa e África do Norte. Foi primeiramente descoberta pelos romanos, que foram os primeiros a cultivar beterrabas com o intuito de comer as raízes, mas as espécies já são consumidas a mais de dois mil anos. Em 1747, um alemão, Margraff, extraiu o açúcar da beterraba, mas industrializá-lo ainda ficava inviável, devido ao preço de custo. A extração industrial do açúcar de beterraba começou por volta de 1805, em face do bloqueio continental imposto por Napoleão. Em 2 de janeiro de 1812, Delessert, que concretizava a extração industrial do açúcar da beterraba, oferece a Napoleão I o primeiro pão de açúcar. Este mercado foi crescendo, e em 1875, a França, primeiro produtor de açúcar da Europa, produzia 450 mil toneladas. Em vários países da Europa, da América do Norte e da Ásia, o cultivo da beterraba é altamente econômico e o nível de tecnificação da cultura é bastante avançado, principalmente, o das variedades forrageiras e açucareiras. É interessante notar que a beterraba, da forma que a conhecemos hoje, só veio a ter esse formato arredondado e de cor avermelhada a partir do século 17. No Brasil, em 1985, uma grande produtora de sementes iniciou um trabalho de desenvolvimento e produção de sementes a partir de 35 variedades fornecidas pelo Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa. Surgia assim a Beterraba Itapuã, que se caracteriza pela excelente cor verde das folhas e baixa incidência de anéis brancos. Que é ate os dias de hoje a mais cultivada no Brasil. ​ ​ USO ​ As beterrabas são classificadas em três tipos: a açucareira, usada para produção de açúcar, a forrageira, usada para alimentação animal e aquela cujas raízes são consumidas como hortaliça, sendo a mais conhecida no Brasil. ​ Rica em açúcares, destaca-se por ter alto teor de ferro, tanto na raiz quanto nas folhas. Além do açúcar, esse legume é muito rico em vitaminas A, do Complexo B e vitamina C (que só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é consumida crua) e, em sais minerais, como Sódio, que protege o organismo contra a perda excessiva de líquidos; Potássio, necessário para a atividade muscular normal; Zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais; e Magnesio, que é constituinte do osso e regula as funções musculares e nervosas. A Beterraba fresca também contém folacina e carotenóides, incluindo beta-caroteno e um fitoquímico bioflavonóide menos conhecido chamado antocianina, que é um poderoso antioxidante o qual potencializa a atividade da vitamina C. Vale salientar que, apesar de ser rica em açúcar, a beterraba é um alimento bem pouco calórico: 40 calorias para cada 100 gramas. É recomendada para anêmicos por sua riqueza em Ferro, para quem tem dentes fracos ou gengivas inflamadas e aqueles que tem problemas intestinais, devido a seu efeito laxante. O suco de beterraba, por sua vez, é tônico, refrescante e diurético, e combate a litíase renal, descongestionando as vias urinárias. ​ Seu uso tópico traz benefícios para a pele e para os cabelos. Contém moléculas higroscópicas que quando aplicado na pele imediatamente elevam o nível de hidratação no extrato córneo, tornando a pele mais suave e mais flexível, e garantindo uma aparência saudável. É capaz de estimular a expressão do receptor da Vitamina D (VDR) que neutraliza a presença de radicais livres. ​ Os carotenóides da beterraba também são benéficos para o crescimento efetivo do cabelo. Isso ajuda a manter a textura brilhante e melhora a qualidade e espessura do cabelo. A beterraba é um vegetal muito versátil e pode ser fervida e servida como acompanhamento, usada em conserva, salada, condimento ou como ingrediente principal no borsht – uma sopa fria de verão popular no leste europeu, especialmente na Rússia e na Romênia. ​ A cor vermelha da beterraba é devido à presença de betaína. A betaína é um trimetil derivado do aminoácido glicina. Um dos efeitos fisiológicos dessa metilamina é atuar como um osmólito, aumentando a retenção hídrica celular, além de proteger as enzimas intracelulares da desnaturação induzida por alta temperatura. ​ ​ CURIOSIDADES ​ Atualmente, muitos cozinheiros jogam fora as folhas da beterraba e só usam a raiz. Porém, nos tempos antigos, apenas as folhas eram comidas. A raiz era usada como remédio para aliviar dores de cabeça e de dentes. ​ A betacianina, pigmento vermelho da beterraba, é extraída, podendo ser usada como corante natural para alimentos, ou como tintura. ​ No Brasil conhecemos a beterraba roxa, mas existem outros tipos: tem amarela, branca, listradinha, além de diversas outras variedades com diferentes tamanhos e formas, mais alongadas, com folhas variadas. ​ A cor da beterraba, mais ou menos, dependendo da cor dela, vem da combinação de dois pigmentos: betacianina (pigmento roxo) e betaxanatina (pigmento amarelo). Existe uma receita milenar de uma pasta de Homus, que foi citada até mesmo por Sócrates e Platão em 400 a.C.! Mas reza a lenda que a receita é atribuída à um sultão e que a versão original é guardada em segredo até os dias de hoje pelos seus descendentes, que dizem que a versão que conhecemos é apenas uma imitação da pasta produzida ao governante. INGREDIENTES 200 gr de grão de bico cozido 250 gr de beterraba cozida 1 colher de sopa de tahine (pasta de gergelim) 50 gr de iogurte desnatado 1 dente de alho amassado 50 ml de suco de limão MODO DE PREPARO Primeiro mergulhe a beterraba em água fervendo por um minuto, deixe esfriar e descasque. Em um liquidificador você deve colocar a beterraba cozida e cortada, acrescentar o grão de bico cozido, o tahine, o alho, iogurte e o suco de limão e deverá bater até formar uma pasta homogênea. REZA A LENDA “Era uma vez um garoto triste que não saía de casa. Não porque evitava, mas sim porque era mantido trancado a sete chaves num quartinho-torre bem alto de sua casa. Da janela era possível ver o mundo lá fora, por trás das árvores. Recebia de vez em quando a visita de pássaros que lhe traziam as novidades. Fato é que o menino era amarelo pela falta de sol e calado pela falta de amigos. Um dia ele resolveu fugir de casa. Como não seria possível sair de casa sem levar uma bela surra da sua mãe, que nunca houve um dia sequer que ela tenha saído de casa (ela e a casa viviam de forma simbiótica, algo parecido com o Caracol, mesmo quando era necessário ir às compras a casa e o garotinho iam junto em suas costas) eis que o garoto queimou um pouco de seus miolos engendrando um grande plano de fuga, desenvolvendo um aparelho de vôo. Sim, ele já havia visto na TV (sua outra janela para o mundo mais distante) que dava resultado e o levaria longe dali. Foi aí que o garoto tomou um banho como nunca havia tomado, preparou um sanduíche, despediu-se de sua gata vira-lata e amarrou seu lençol vermelho no pescoço, debruçando-se na janela, gritando e despencando de uma altura de 18m. A fuga foi rápida. Mal deu para ele entender porque a sua capa de vôo não havia funcionado. O garoto partiu-se em muitos pedaços. Ali ficou o resto do menino, esquecido por dias, semanas, meses e foi então absorvido pela terra. A doçura incubada do garoto estava ali. Em pouco tempo transformou-se numa pequena raiz, que brotou dando origem a um pé de beterraba*. E foi assim que surgiu a Beterraba. E é por isso que ela chora ao ser arrancada do chão.” (Lenda indígena-metropolitana contada pelo Pajé Eulálio Itaperuna) Dizem ainda que a deusa grega do amor, Afrodite, era uma grande consumidora de beterraba, devido às suas propriedades afrodisíacas. Na Antiguidade, as mulheres russas também se utilizavam do pó da planta como maquiagem, para atrair os amados. CARACTERÍSTICAS ​ Divisão: Magnoliophyta Classe: Magnoliopsida Ordem: Caryophyllales como os cactus Familia: Amarantaceae como a Crista de Galo Hortaliça anual herbácea, cuja parte comestível uma raiz constituída, internamente, por faixas circulares de tecidos condutores de alimentos alternadas com faixas de tecidos contendo alimento armazenado. Estas são relativamente largas e escuras ou mais coloridas; as de tecidos condutores são mais estreitas e mais claras. ​ Pendão floral de 60 a 100 cm de comprimento, com flores de coloração verde-clara a branco-amarelada, aglomeradas em grupos de 2 a 5, numa inflorescência do tipo espiga ramificada. ​ ​ REFERÊNCIAS ​ https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/beterraba http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/01/histria-da-beterraba.html https://www.saintvinsaint.com.br/2015/08/beterrabas/ https://www.uai.com.br/app/noticia/gastronomia/2014/06/01/noticias-gastronomia,155324/beterraba-sai-do-banco-de-reservas-e-faz-goleada-de-sabor.shtml https://canaldohorticultor.com.br/por-uma-beterraba-brasileira-conheca-a-historia-da-hortalica-no-brasil/ https://lunagreentech.com.br/produto/extrato-glicolico-beterraba/

  • Cravo

    CRAVO Syzygium aromaticum ​ ​ Região Nativa: Indonésia Tipo: Arbóreo Altura: 12 a 15 metros Uso: Culinário, comercial, terapêutico e medicinal ​ ​ O cravo-da-índia (Syzygiumaromaticum) é uma árvore tropical sempre-verde, ou seja, que mantém as folhas o ano inteiro. Os botões de suas flores, quando secos, são usados como especiaria, para fins medicinais e em cosméticos. ​ HISTÓRIA O Cravo-da-índia era uma das especiarias mais cobiçadas que vinham do Oriente em caravanas de camelos, cruzando desertos. É a flor da árvore conhecida como craveiro, originária das Ilhas Molucas, na Indonésia, onde cresce de forma espontânea. sua utilização como condimento na culinária é feita a mais de dois mil anos. No ocidente é registrado seu uso desde a época dos romanos. Da China é que veio a primeira indicação do uso do cravo-da-índia como condimento, remédio e elemento básico para elaboração de perfumes especiais e incensos aromáticos. Na China, era então conhecida por "tinghiang" e na dinastia Han (206 a.C. - 220 d.C.) seus frutos foram levados para a corte do imperador por enviados da Ilha de Java. Conta-se que os próprios javaneses mantinham um pequeno fruto na boca para melhorar o hálito, antes de ir falar pessoalmente com o imperador. Durante a Idade Média, os cravos eram utilizados na Europa para preservar, temperar e decorar alimentos. Durante muito tempo, o cravo foi considerado raro e tinha grande valor no mercado. Os responsáveis por seu descobrimento e origem, além do valor no comércio foram os portugueses na época das embarcações. No século XVI, um quilo de cravo-da-Índia tinha o mesmo valor de sete gramas de ouro. No início do século XVII, os holandeses, que então dominavam a Indonésia, eliminaram o cravo de todas as ilhas, exceto as ilhas de Amboina e Ternate, no arquipélago das Molucas. Seu objetivo era criar escassez e manter os preços elevados — assim como outras especiarias, o cravo era muito valioso naquela época; quanto menos cravo houvesse, mais os holandeses poderiam cobrar por ele. Porém, na segunda metade do século XVIII, os franceses levaram o cravo das Índias Orientais para ser plantado em outras partes do mundo, acabando com o monopólio holandês. A primeira pessoa a fazer uma descrição completa do cravo-da-índia foi um botânico alemão chamado Everard Rumphius que dizia: "é a mais bela, a mais elegante e a mais preciosa de todas as árvores". Na culinária da Idade Média, o cravo-da-índia era usado como aromatizante para conservas e como adorno para pratos selecionados. Na época do reinado de Ricardo II, era ingrediente do Hippocras, um vinho quente tomado costumeiramente pelos nobres. Hoje em dia, a especiaria é cultivada em diversas regiões do mundo como as ilhas de Madagascar e Granada. A ilha de Zanzibar, que faz parte da Tanzânia, é o maior produtor mundial de cravo. Aqui no Brasil, é cultivado na Bahia. Conhecidos como “girofleiros” as árvores chegam até 15 metros de altura e são consideradas adultas antes dos 20 anos. Suas folhas são pequenas, e as flores começam a crescer quando a árvore completa cinco anos. Elas podem dar frutos por mais de meio século. Uma árvore pode produzir até 34 quilos de cravo por ano. Os botões são colhidos à mão no final do verão e no inverno e depois são secados ao sol. REZA A LENDA Uma senhora árvore muito respeitada pela população das Ilhas Molucas que não acende, perto dela, nem fogueiras, nem tochas, nem velas, evitam o barulho à noite que pode perturbá-la. Na verdade, esta árvore é tratada com o mesmo respeito e cuidado devido à uma mulher grávida. Uma mãe. Os homens, quando passam por ela, a cumprimentam tirando o chapéu da cabeça. Todas essas precauções acontecem, principalmente na época de floração do craveiro. Dizem os locais que é para que a árvore não se assuste com ruídos, fogo ou outros e deixe cair suas flores perdendo-se no solo, e assim, perdendo-se também uma farta colheita que, em tempos imemoriais, lhes trouxe riqueza. USO O nome científico antigo do cravo-da-índia, Eugenia caryophyllata Thunb., deriva da palavra grega "karyophyllon" que significa "folha-noz". Encontrado na forma inteira, moído, em pó e no formato de óleo essencial, o cravo é muito versátil, podendo ser usado como tempero, ingrediente de bolos e biscoitos; bebidas, em cosméticos e como remédio. Além do seu sabor doce e aromático, o cravo-da-índia e o óleo essencial feito a partir dele são conhecidos pelos seus benefícios medicinais, com efeitos analgésicos, anti-inflamatórios, antifúngicos, bactericidas, afrodisíaco, entre outros. Como alimento, o cravo-da-índia fornece fibras, vitaminas e minerais. Além disso é rico em antioxidantes que reduzem o estresse, podendo diminuir o risco de desenvolvimento de doenças crônicas. No Brasil, o craveiro da Índia é cultivado no sul do estado da Bahia, sombreando cacaueiros e, alguns estudos já existem para o aproveitamento das folhas que caem quando da colheita dos botões florais, para a extração de eugenol, o principal óleo essencial desta planta. Na produção de cravo-da-índia a folha é um resíduo que até agora não tinha nenhum uso, porém, sua riqueza em óleos essenciais a torna interessante para a indústria farmacêutica nas áreas de cosméticas e produtos odontológicos. Um estudo feito em tubo de ensaio descobriu que o eugenol impede o dano oxidativo causado pelos radicais livres, de forma  cinco vezes mais efetiva do que a vitamina E, outro potente antioxidante. Outro estudo realizado com animais mostrou que o eugenol ajudou a reverter os sinais de cirrose hepática ou cicatrizes no fígado. Apesar disso, sua utilização requer extremo cuidado por pessoas que tenham afecções hepáticas. O eugenol é um anestésico seguro e efetivo, que não irrita a mucosa e é facilmente decomposto no meio ambiente.O gel feito a partir de botões do cravo possui atividade anestésica semelhante à benzocaína, sendo uma alternativa a este anestésico em odontologia. Por via oral, diminuiu significativamente o edema, de modo comparável ao de outros anti-inflamatórios. Além do eugenol, o cravo-da-índia contém vitamina C que também tem ação antioxidante e ajuda a neutralizar os radicais livres. Incluir cravo na dieta, juntamente com outros alimentos ricos em antioxidantes pode ajudar a melhorar a saúde como um todo. Os compostos encontrados no cravo podem ajudar a manter o açúcar no sangue sob controle. Descobriu-se que o cravo aumenta a captação de açúcar do sangue para as células, aumentando a secreção de insulina e melhorando a função das células que a produzem. O cravo-da-índia também tem propriedades antimicrobianas, o que significa que ele pode ajudar a impedir o crescimento de microrganismos como bactérias. Os óleos essenciais penetram nos tecidos mais rapidamente do que a água, o que aumenta seu potencial de ação. Análises mostraram que o óleo essencial de cravo tem ação contra fungos isolados de micoses como Candida albicans, Trichophyton mentagrophytes, Saccharomyces cerevisiae e Aspergillus niger. Ele pode ser usado topicamente para curar infecções fúngicas como otite externa e em inaladores ou vaporizadores para doenças como aspergilose, uma grave doença pulmonar  que também pode ocorrer de forma ocasional causada por A. niger. Em vários estudos, o óleo essencial de cravo apresentou atividade contra insetos de várias espécies, incluindo o mosquito da dengue e outras espécies de pernilongo; além de outras pragas como o Sitophilus zeamais (besouro que ataca plantações de milho), o moleque da bananeira, o piolho humano, ácaros que causam a sarna, cupins entre outros. O cravo-da-índia é um condimento versátil que pode ser usado tanto em pratos doces como em pratos salgados. É normalmente empregado no preparo de caldos, ensopados, doces, pudins, bolos, tortas de maçã, pães, vinhos e ponches quentes e licores. O eugenol, presente no óleo essencial, tem ação bactericida, o que o torna útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Em alguns países, costuma-se introduzi-lo juntamente com dentes de alho dentro de pernis e presuntos. Na Europa, é muito usado para condimentar carnes e salames. Já no Brasil, o cravo-da-índia é usado mesmo para pratos doces, hábito adquirido da nossa colonização portuguesa. Usado em loções e vaporizações para limpeza da pele do rosto, em produtos de higiene bucal para fazer assepsia e promover um hálito agradável, em banhos de imersão aromáticos e águas perfumadas. É também eficaz no combate à acne. O óleo pode ser usado para massagear músculos doloridos, para suavizar estrias e é eficaz no tratamento de unhas quebradiças, rachadas ou fracas e de calosidades. Usado na elaboração de pomadas para remoção de verrugas. Ainda na forma de pomadas e cremes, alivia a coceira e o inchaço das picadas de inseto.É também utilizado em xampus e loções capilares que limpam e auxiliam o crescimento dos fios. Cuidados e Contra-indicações: A classificação tóxica do cravo é III , e um teste de toque na pele é exigido. Seu componente tóxico é o eugenol. Se usado puro sobre a pele pode provocar ardência, vermelhidão ou irritação.  O Cravo-da-Índia pode causar irritação em algumas pessoas, evite o cravo como óleo terapêutico se tiver um fígado comprometido. O uso desse óleo é desaconselhável durante toda a gestação (externamente, somente após o primeiro trimestre). e em crianças, salvo sob orientação médica. Evite o uso simultâneo com homeopáticos. O eugenol é tóxico em quantidades elevadas e a ingestão excessiva de cravo pode causar danos no fígado, especialmente em crianças. O óleo essencial não deve ser aplicado diretamente sob a pele a não ser com acompanhamento de um especialista. CARACTERÍSTICAS Reino: Plantae Divisão: Magnoliophyta Classe: Magnoliopsida como a Buxinha Ordem: Myrtales como o Brinco de Princesa Família: Myrtaceae como o Eucalipto Gênero: Syzigium Espécie: S. Aromaticum  O cravo-da-índia é uma planta de porte arbóreo, de ciclo perene e que atinge cerca de 12 a 15 metros de altura. A copa é bem verde, de formato piramidal. As folhas são semelhantes às do louro, ovais, opostas e de coloração verde brilhante, com numerosas glândulas de óleo visíveis contra a luz. As flores são pequenas, branco-amareladas, agrupadas em cachos terminais. O fruto é do tipo baga e de formato alongado, suculentos, vermelhos e comestíveis. Aroma forte e penetrante. REFERÊNCIAS https://escola.britannica.com.br/artigo/cravo-da-%C3%ADndia/574460 https://www.greenme.com.br/usos-beneficios/2839-cravo-da-india-historia-usos-e-beneficios/ http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A20cravoindia.htm https://www.ecycle.com.br/6572-cravo http://qmc.ufsc.br/organica/exp10/eugenol.html

  • Trigo

    Triticum sp ​ Região nativa Sudoeste da Ásia Altura até 1,5 metros  Uso Cosmético, culinário, comercial, medicinal Triticum em latim, trigo em português, é um cereal (como o arroz e o trigo) que sempre fez parte da alimentação das civilizações desde a Antiguidade.  “”Os Cereais (Ceres = Demetria, deusa grega, das plantas que brotam e do amor maternal), formam  grupo que merece um olhar especial, pois são seres que se concentram em formar-se como alimento para os animais e para o homem!  As Gramíneas expressam sua força horizontal pelos prados por onde de espalham formando verdadeiros tapetes verdes que se tornam dourados quando maduros enquanto suas raízes permeiam a terra (suas raízes podem chegar a 2 km!) Também expressam seu impulso vertical através das hastes com alto teor de silício, como raios de luz condensados. Diferente das outras gramíneas, que tem suas sementes dispersas ao vento, nos cereais, elas se mantêm reunidas, tal qual uma coroa Real. Com a maturação das sementes, que é portadora de toda a luz condensada, sua ligação com a terra se afrouxa pela a atrofia das raízes, estando os grãos, prontos para serem colhidos. Perfeita síntese de carboidratos, através da transformação do açucar em amido, o grão  apresenta três elementos principais: O germe - Que representa o verdadeiro fruto, a semente, portador de proteína e gordura A parte farinácea - Onde se encontram os carboidratos, expressão da força de assimilação das folhas e principal elemento de nossa alimentação A película - Trazendo as forças da raiz, através de sete invólucros ricos em minerais, vitaminas e proteínas” (...) Cereal e Homem - uma comunidade" - Werner Kollath HISTÓRIA O trigo é originário da antiga Mesopotâmia, mais especificamente na região da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque, segundo os artigos de arqueologia. Nesta época, o homem ainda era nômade e os cereais eram encontrados espontâneios na natureza. O homem cultiva o trigo (Triticum vulgare), há pelo menos 6.000 anos e para tirar a farinha triturava os grãos entre pedras rústicas. Durante as escavações arqueológicas, foram encontrados grãos de trigo nos jazigos de múmias do Egito, nas ruínas das habitações lacustres da Suíça e nos tijolos da pirâmide de Dashur, cuja construção data de mais de três mil anos antes de Cristo. Ainda segundo relatos da Bíblia dos cristãos, filósofos que viveram em 300 a.C. já escreviam sobre tipos de trigo no Egito. O trigo era plantado na China muito tempo antes do nascimento de Cristo. Os cientistas acham que o trigo foi cultivado pela primeira vez, entre os rios Tigre e Eufrates, na antiga Mesopotânea (atual Iraque). Em 1948, o cientista norte-americano Robert Braindwood descobriu sementes de trigo no Iraque que datam de aproximadamente 6700 a.C. Os dois tipos de trigo encontrados por Braindwood são muito semelhantes, em diversos aspectos, ao trigo cultivado atualmente. Em Roma, o trigo era o cereal nobre, preferido pelos ricos, enquanto os pobres e os escravos tinham que contentar-se com a cevada. Da região mediterrânea, o grão foi levado para o resto da Europa e, na Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia foi gradualmente substittuindo outros cereais usados na alimentação. O uso do pão branco, de massa fermentada, é atribuído, em primeiro lugar, aos egípcios, 20 a 30 séculos antes de Cristo. Com o passar dos tempos, aperfeiçoou-se a técnica de fabricação, controlando-se melhor a fermentação e diversificando formas, tipos e sabores, além da adição de outros ingredientes como ovos, leite, cereais diversos, dentre outros. O trigo é cultivado em todo mundo, sendo o segundo maior plantio entre os cereais e uma das principais bases da alimentação de humanos e animais. O trigo deve ter sido uma das primeiras culturas tentadas pelos portugueses no Brasil. A história do trigo no Brasil teve início em 1534, quando as naus de Martim Afonso de Sousa trouxeram as primeiras sementes para serem lançadas às terras da Capitania de São Vicente, de onde foi difundida por todas as capitanias, invadindo até a Ilha de Marajó, cujas plantações se tornaram, mais tarde, famosas. Os trigais brasileiros se anteciparam aos norte-americanos, argentinos e uruguaios, pois o Brasil foi o primeiro país americano a exportar trigo, graças a lavouras em São Paulo, Rio Grande do Sul e outras regiões, antes do aparecimento de uma praga, a ferrugem. Entre 1840 e 1850, embora a ferrugem já estivesse arruinando os trigais brasileiros, existiam ainda culturas no município pernambucano de Bonito, a 480 m de altitude; em Viçosa, Alagoas; na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, entre outros. Eram culturas pioneiras que mostravam a possibilidade do Brasil produzir trigo não só nas regiões Sul e Leste, bem como no Nordeste e no Centro-Oeste, desde que se corrigisse a latitude com a altitude. Mas, por volta do primeiro quarto do século passado, e devido à ferrugem que se abateu sobre os trigais brasileiros, começou a decadência de nossa triticultura na sua primeira fase. Os imigrantes europeus sempre contribuíram para a difusão da cultura do trigo. Porém não havia a preocupação em introduzir variedades resistentes às diversas ferrugens e capazes de se aclimatarem no Brasil. Assim, aos anos de êxito seguiram-se os de fracasso. Em 1924, foi contratado o geneticista sueco Iwar Beckman, que realizou as primeiras hibridações de trigo no Brasil, destacando-se a que ficou conhecida como “Fronteira”, resistente à ferrugem amarela, que dizimou os trigais do Rio Grande do Sul, sendo de melhor rendimento que outras variedades então disponíveis. Cruzando “Fronteira” com “Mentana”, este trazido por Gayer da Itália, Beckman obteve o trigo “Frontana”, que entra para a história como o primeiro resultado espetacular da pesquisa no Brasil. Deflagrada a Revolução de 1930 no País, uma das primeiras preocupações do Governo recém-instalado foi conceder incentivos financeiros à produção de trigo, visando ao aumento da produtividade. Porém o esforço governamental só veio a encontrar ressonância após a 2a. Guerra Mundial, com a adoção da política de substituição de importações. Até 1990 não havia qualquer classificação das variedades recomendadas no Brasil, quanto à aptidão de suas farinhas para a panificação. O projeto de Mapeamento dos Trigos Brasileiros, patrocinado, no primeiro ano, pelos Grupos Santista e J.Macêdo e, nos seguintes pela própria ABITRIGO, possibilitou estabelecer esta classificação. A espetacular melhoria na competitividade do trigo nacional não esgotou o problema de qualidade, ainda há um longo caminho a ser trilhado no esforço de elevação da qualidade dos trigos brasileiros. CURIOSIDADE No dia 10 de novembro se comemora o Dia do Trigo. Os trigos primitivos tinham espigas muito frágeis, que quebravam com facilidade quando maduros. As sementes eram aderidas às pontas florais. Foram necessários muitos anos de seleção natural e artificial para chegar aos tipos de trigo agora conhecidos. REZA A LENDA A origem do precioso grão mistura-se com as lendas de quase todas as religiões: os egípcios atribuíam o seu aparecimento à deusa Isis; os fenícios a Dagon; os hindus a Brama; os árabes a São Miguel; os cristãos a Deus. “Num dia de outono, triste e frio, saiu um homem a semear. Levando no braço esquerdo o saco de grãos, caminhava lentamente. A cada passo lançava um dos grãos — belo trigo, sadio e redondo — e os grãos caíam, rolavam e se escondiam na terra negra e arejada. Aconteceu que um grão de trigo se achou de repente sozinho, entre dois torrões de terra preta e úmida. E o grãozinho ficou muito, muito triste. Tudo estava escuro e úmido, e a escuridão e a umidade aumentavam cada vez mais, pois o nevoeiro se transformara numa chuvinha enfadonha, ao aproximar-se a noite. Dava à gente vontade de se entregar ao desespero. E foi o que fez o grãozinho de trigo. Começou a esquadrinhar a memória, procurando lembrar-se dos bons tempos que haviam ficado para trás. Pensou nos dias em que ele se elevava numa esbelta espiga, acariciado pelo sol, embalado ao vento, sentindo-se tão bem como uma criança nos braços da mãe. Todo o enorme trigal verde-acinzentado estava cheio de altivas espigas, e lá em cima, no céu azul, resplandecia o sol, e as cotovias cantavam desde o romper do dia até o anoitecer. E quando o sol se punha, não ficava tudo frio e úmido como agora, mas um suave orvalho descia, como uma onda refrescante, sobre o grão aquecido pelo sol. E uma grande lua, toda de ouro, brilhava docemente sobre as plantações que amadureciam. Era o bom tempo! Mas chegara o dia terrível em que a foice sibilou pelos campos, e com um som roufenho abriu caminho através das espigas. Depois dela vieram os segadores com seus ancinhos, e as espigas foram amarradas em feixes e amontoadas nas carroças. O trigal se assemelhava agora a um campo de batalha, do qual continuamente as ambulâncias retiravam os mortos e feridos. E chegara ainda o dia mais terrível em que, para a debulha, o mangual dançou sobre o grão dourado, estendido na eira, batendo-o sem piedade, com o furor de um soldado que luta às cegas. Dispersaram-se as espigas — estas pequenas famílias de grãos reunidos desde a mais tenra infância — e os grãos isolados voaram cada um para o seu lado. No saco de grãos, em todo caso, ainda se encontravam em sociedade. Mas agora era o abandono completo, a triste solidão, a destruição certa. No dia seguinte a grade passou sobre o campo, e nosso grão de trigo se viu em trevas ainda mais espessas, com terra por cima dele, terra por baixo, terra por todos os lados. E a umidade continuou. O grãozinho se sentiu bem doente. Compreendeu que qualquer coisa se quebrava e fermentava dentro dele. Por toda parte a água o encharcava, e não havia um só cantinho seco em suas entranhas. Parecia estar à morte. Enviou então um último pensamento, uma última saudade cheia de melancolia, ao tempo ensolarado de sua vida, e murmurou esta queixa: — Oh! Por que fui eu criado, se devia terminar de maneira tão horrível? Teria sido muito melhor para mim se jamais tivesse conhecido a luz do sol. Então, a este pobre ser abandonado fez-se ouvir uma voz, uma voz que parecia vir do interior da terra: — Não tenhas medo, não perecerás. Abandona-te com confiança e de bom grado, e eu te prometo uma vida melhor. Morre, pois é esta a minha vontade, e tu viverás. — Quem sois vós que me falais? — perguntou o grão de trigo, enquanto o invadia um grande sentimento de respeito, pois a voz parecia falar a toda a terra, e mesmo ao universo inteiro. — Eu sou aquele que te criou, e que agora te quer criar de novo. Então o pobre grão de trigo, que morria, abandonou-se à vontade de seu Criador, e não mais se preocupou consigo. Numa manhã de primavera, um rebentozinho verde enfiou a cabeça para fora da terra úmida. O sol brilhava. Da terra aquecida se desprendia um calor gostoso. E lá em cima, no ar azulado, cantava um bando incalculável de cotovias. O grão de trigo — pois quem mais poderia ser aquele rebento verde? — olhou ao derredor, com grande alvoroço. Tinha de fato voltado à vida. Tornava a ver o sol e a ouvir cantar as cotovias. E não estava só, pois em todo o campo via outros brotinhos verdes, um exército inteiro, e neles reconheceu seus irmãos e suas irmãs. Então a jovem planta se sentiu tão cheia de alegria de viver, que lhe pareceu um dever de gratidão elevar-se até o céu e acariciá-lo com suas folhas. E era como se a mesma alegria reconhecida tivesse dado asas às cotovias que se elevavam nos ares. Seu canto se tornava mais claro e mais puro, à medida que subiam. E uma voz, que desta vez não vinha de dentro da terra, mas do alto, disse: — Se o grão de trigo não morrer depois de lançado à terra, nada produzirá. Mas se morrer, produzirá muito fruto. (G. Delcuve SJ e A. de Marneffe SJ, "Testemunhas de Cristo" - Companhia Editora Nacional, SP, 1951) USO O trigo é um cereal da família das gramíneas (ver), do gênero Triticum, que compreende cerca de 24 espécies, das quais as mais extensivamente cultivadas são T. aestivum e T. durum. É o cereal mais importante na alimentação humana, nas regiões de clima temperado. O trigo é útil ao homem através de seus derivados imediatos farinhas (branca e integral) e triguilho. Com as farinhas prepara-se diversos tipos de pão, macarrão, talharim, capeletes e ravioles, carne de trigo (glúten), café de trigo, canjicas, bolos, esfilhas, massas (para tortas, empadas, pastéis), panquecas, pizzas e outras. Com o triguilho prepara-se quibes, torta de quibe, tabule, outros. As mudanças na composição do trigo são muitas devido às diferenças entre as condições de solo e de clima das diversas regiões onde o grão é plantado, sendo difícil manter o padrão da farinha de um ano para o outro. Para a fabricação de pão e de outros produtos fermentados, a farinha de trigo deve possuir consistência dura, já que se faz necessário o uso de uma farinha mais forte. O grão de trigo é dividido em três partes: a casca (pericarpo), que constitui de 14% a 18% do peso do grão; a semente (endosperma) que contém cerca de 80% a 83% e é a parte utilizada para produção da farinha de trigo; e o gérmen, que é o embrião de uma nova planta constituindo cerca de 2,5% a 3% do grão de trigo. Durante a moagem do grão para se obter a farinha de trigo, o gérmen é retirado devido ao teor de gordura que tornaria a farinha rançosa. Porém, esse resíduo não é desperdiçado. O gérmen é a parte mais rica em nutrientes, e por se deteriorar rapidamente após ser destacado do grão, a melhor maneira de aproveitar esses nutrientes é por meio da produção do óleo de gérmen de trigo. O óleo obtido contém grandes quantidades de vitamina E, K, potássio, sais minerais e gorduras insaturadas. Eles atuam como antioxidantes e, por esta razão, o óleo de gérmen de trigo é muito empregado na indústria cosmética em fórmulas de xampus, cremes hidratantes, condicionadores de cabelos, para fazer sabão e sabonetes e para outros usos. O óleo de gérmem de trigo ajuda a melhorar significativamente a aparência da pele, revertendo danos causados por queimaduras ou pelo sol e servindo como um ótimo protetor solar natural para o corpo. Também evitam erupções e acnes e melhoram o aspecto visual da pele. E auxiliam no tratamento de psoríase, eczema e dermatite, tanto em adultos quanto em crianças, diminuindo as cicatrizes. As propriedades do óleo de gérmen de trigo também podem ser aplicadas nos cabelos. O óleo ajuda a melhorar a aparência dos cabelos secos, elimina o frizz e fecha as cutículas de cabelos danificados. Mas a ação não para por aqui, o óleo de gérmen de trigo ajuda no crescimento capilar e previne quedas do mesmo. O trigo, assim como o malte, a cevada, a aveia e o centeio, possui o glúten em sua composição. Desta forma, não deve ser consumido por portadores da doença celíaca, já que a mesma traz como consequência ao organismo (caso consumido estes alimentos), uma atrofia nas mucosas do intestino delgado, prejudicando o organismo e a absorção de diversos nutrientes. CARACTERÍSTICAS Divisão: Magnoliophyta Classe: Liliopsida como a Banana Ordem: Poales como o abacaxi Familia: Poaceae como a Aveia Genero Triticum L. O pé de trigo é verde-brilhante e pode crescer até 1,5 m de altura. A planta tem duas formações de raízes: as primárias ou temporárias, que são as primeiras a nascer e geralmente não apresentam muitas ramificações; e as permanentes, que surgem depois, nos primeiros nós dos colmos, ramificando-se e aprofundando-se muito no solo. Os colmos são, em geral, eretos e formados de nós e entrenós. As folhas são alternadas, longas e delgadas. As flores, em inflorescência do tipo espiga, surgem na extremidade do colmo e ficam presas a um eixo principal chamado raque. Cada espiga tem, em média, cinco flores e é protegida por invólucros que, em algumas variedades de trigo, formam prolongamentos na forma de barba (praganas). A fecundação ocorre quando o pólen de uma flor, transportado pelo vento, é depositado nos pistilos. Após a fecundação, os ovários do trigo dilatam-se e surgem os grãos. Uma planta saudável produz em média 15 grãos de trigo. O Grão de Trigo mede de 3 a 6 mm de comprimento. Divide-se em três partes principais: o germe, o pericarpo e o endosperma. O germe é a parte de onde nascerá a nova planta, sendo formado de proteínas, vitaminas e gordura constituindo cerca de 2,5% a 3% do grão de trigo, . O pericarpo que constitui de 14% a 18% do peso, é composto de várias camadas que protegem a semente e é usado principalmente na fabricação de alimentos para animais. O endosperma de 80% a 83%  e é formado sobretudo de amido e é a parte de onde se retira a farinha. O endosperma contém uma proteína denominada glúten, que tem a propriedade de dilatar-se em contato com o fermento, possibilitando o crescimento do pão. . REFERÊNCIAS https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/trigo https://mapric.com.br/pdf/Boletim803_15082016-16h36.pdf https://www.ecycle.com.br/2641-oleo-de-germen-de-trigo https://naturdata.com/especies-portugal/taxon/1@2-plantae:magnoliophyta:liliopsida:poales:poaceae/

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