Beterraba

Beta vulgaris


Região nativa: Europa, morte da África e oeste da Ásia

Tipo: Hortaliça

Uso: culinário, cosmético, pecuária.

A beterraba (gênero Beta) é uma planta herbácea da família Chenopodiaceae, outros membros da mesma família incluem a couve, o mangelwurzel (espécie de raiz amarela e longa), e a beterraba doce.O nome é derivado do substantivo francês betterave (sendo bette a acelga, e rave nabo).




HISTÓRIA

Segundo Candolle e Bois, sua introdução se situaria por volta do século 6 ou 4 antes de Cristo. Segundo outros autores, algumas escavações arqueológicas situariam as primeiras tentativas de cultura há quatro mil anos no norte da Europa.

A beterraba é descendente de uma planta marinha originária do Mediterrâneo e das regiões do Atlântico Norte na Europa e África do Norte. Foi primeiramente descoberta pelos romanos, que foram os primeiros a cultivar beterrabas com o intuito de comer as raízes, mas as espécies já são consumidas a mais de dois mil anos.

Em 1747, um alemão, Margraff, extraiu o açúcar da beterraba, mas industrializá-lo ainda ficava inviável, devido ao preço de custo. A extração industrial do açúcar de beterraba começou por volta de 1805, em face do bloqueio continental imposto por Napoleão. Em 2 de janeiro de 1812, Delessert, que concretizava a extração industrial do açúcar da beterraba, oferece a

Napoleão I o primeiro pão de açúcar.

Este mercado foi crescendo, e em 1875, a França, primeiro produtor de açúcar da Europa, produzia 450 mil toneladas.

Em vários países da Europa, da América do Norte e da Ásia, o cultivo da beterraba é altamente econômico e o nível de tecnificação da cultura é bastante avançado, principalmente, o das variedades forrageiras e açucareiras.

É interessante notar que a beterraba, da forma que a conhecemos hoje, só veio a ter esse formato arredondado e de cor avermelhada a partir do século 17.

No Brasil, em 1985, uma grande produtora de sementes iniciou um trabalho de desenvolvimento e produção de sementes a partir de 35 variedades fornecidas pelo Centro Nacional de Pesquisas de Hortaliças da Embrapa. Surgia assim a Beterraba Itapuã, que se caracteriza pela excelente cor verde das folhas e baixa incidência de anéis brancos. Que é ate os dias de hoje a mais cultivada no Brasil.

USO

As beterrabas são classificadas em três tipos: a açucareira, usada para produção de açúcar, a forrageira, usada para alimentação animal e aquela cujas raízes são consumidas como hortaliça, sendo a mais conhecida no Brasil.

Rica em açúcares, destaca-se por ter alto teor de ferro, tanto na raiz quanto nas folhas.

Além do açúcar, esse legume é muito rico em vitaminas A, do Complexo B e vitamina C (que só é aproveitada pelo organismo quando a beterraba é consumida crua) e, em sais minerais, como Sódio, que protege o organismo contra a perda excessiva de líquidos; Potássio, necessário para a atividade muscular normal; Zinco, elemento necessário aos tecidos cerebrais; e Magnesio, que é constituinte do osso e regula as funções musculares e nervosas.


A Beterraba fresca também contém folacina e carotenóides, incluindo beta-caroteno e um fitoquímico bioflavonóide menos conhecido chamado antocianina, que é um poderoso antioxidante o qual potencializa a atividade da vitamina C. Vale salientar que, apesar de ser rica em açúcar, a beterraba é um alimento bem pouco calórico: 40 calorias para cada 100 gramas.


É recomendada para anêmicos por sua riqueza em Ferro, para quem tem dentes fracos ou gengivas inflamadas e aqueles que tem problemas intestinais, devido a seu efeito laxante.

O suco de beterraba, por sua vez, é tônico, refrescante e diurético, e combate a litíase renal, descongestionando as vias urinárias.

Seu uso tópico traz benefícios para a pele e para os cabelos. Contém moléculas higroscópicas que quando aplicado na pele imediatamente elevam o nível de hidratação no extrato córneo, tornando a pele mais suave e mais flexível, e garantindo uma aparência saudável. É capaz de estimular a expressão do receptor da Vitamina D (VDR) que neutraliza a presença de radicais livres.

Os carotenóides da beterraba também são benéficos para o crescimento efetivo do cabelo. Isso ajuda a manter a textura brilhante e melhora a qualidade e espessura do cabelo.

A beterraba é um vegetal muito versátil e pode ser fervida e servida como acompanhamento, usada em conserva, salada, condimento ou como ingrediente principal no borsht – uma sopa fria de verão popular no leste europeu, especialmente na Rússia e na Romênia.

A cor vermelha da beterraba é devido à presença de betaína. A betaína é um trimetil derivado do aminoácido glicina. Um dos efeitos fisiológicos dessa metilamina é atuar como um osmólito, aumentando a retenção hídrica celular, além de proteger as enzimas intracelulares da desnaturação induzida por alta temperatura.

CURIOSIDADES

Atualmente, muitos cozinheiros jogam fora as folhas da beterraba e só usam a raiz. Porém, nos tempos antigos, apenas as folhas eram comidas. A raiz era usada como remédio para aliviar dores de cabeça e de dentes.

A betacianina, pigmento vermelho da beterraba, é extraída, podendo ser usada como corante natural para alimentos, ou como tintura.

No Brasil conhecemos a beterraba roxa, mas existem outros tipos: tem amarela, branca, listradinha, além de diversas outras variedades com diferentes tamanhos e formas, mais alongadas, com folhas variadas.

A cor da beterraba, mais ou menos, dependendo da cor dela, vem da combinação de dois pigmentos: betacianina (pigmento roxo) e betaxanatina (pigmento amarelo).

Existe uma receita milenar de uma pasta de Homus, que foi citada até mesmo por Sócrates e Platão em 400 a.C.! Mas reza a lenda que a receita é atribuída à um sultão e que a versão original é guardada em segredo até os dias de hoje pelos seus descendentes, que dizem que a versão que conhecemos é apenas uma imitação da pasta produzida ao governante.

INGREDIENTES

200 gr de grão de bico cozido

250 gr de beterraba cozida

1 colher de sopa de tahine (pasta de gergelim)

50 gr de iogurte desnatado

1 dente de alho amassado

50 ml de suco de limão

MODO DE PREPARO

Primeiro mergulhe a beterraba em água fervendo por um minuto, deixe esfriar e descasque.

Em um liquidificador você deve colocar a beterraba cozida e cortada, acrescentar o grão de bico cozido, o tahine, o alho, iogurte e o suco de limão e deverá bater até formar uma pasta homogênea. 

REZA A LENDA “Era uma vez um garoto triste que não saía de casa. Não porque evitava, mas sim porque era mantido trancado a sete chaves num quartinho-torre bem alto de sua casa. Da janela era possível ver o mundo lá fora, por trás das árvores. Recebia de vez em quando a visita de pássaros que lhe traziam as novidades. Fato é que o menino era amarelo pela falta de sol e calado pela falta de amigos. Um dia ele resolveu fugir de casa. Como não seria possível sair de casa sem levar uma bela surra da sua mãe, que nunca houve um dia sequer que ela tenha saído de casa (ela e a casa viviam de forma simbiótica, algo parecido com o Caracol, mesmo quando era necessário ir às compras a casa e o garotinho iam junto em suas costas) eis que o garoto queimou um pouco de seus miolos engendrando um grande plano de fuga, desenvolvendo um aparelho de vôo. Sim, ele já havia visto na TV (sua outra janela para o mundo mais distante) que dava resultado e o levaria longe dali. Foi aí que o garoto tomou um banho como nunca havia tomado, preparou um sanduíche, despediu-se de sua gata vira-lata e amarrou seu lençol vermelho no pescoço, debruçando-se na janela, gritando e despencando de uma altura de 18m. A fuga foi rápida. Mal deu para ele entender porque a sua capa de vôo não havia funcionado. O garoto partiu-se em muitos pedaços. Ali ficou o resto do menino, esquecido por dias, semanas, meses e foi então absorvido pela terra. A doçura incubada do garoto estava ali. Em pouco tempo transformou-se numa pequena raiz, que brotou dando origem a um pé de beterraba*. E foi assim que surgiu a Beterraba. E é por isso que ela chora ao ser arrancada do chão.” (Lenda indígena-metropolitana contada pelo Pajé Eulálio Itaperuna)

Dizem ainda que a deusa grega do amor, Afrodite, era uma grande consumidora de beterraba, devido às suas propriedades afrodisíacas. Na Antiguidade, as mulheres russas também se utilizavam do pó da planta como maquiagem, para atrair os amados.

CARACTERÍSTICAS

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Caryophyllales como os cactus

Familia: Amarantaceae como a Crista de Galo

Hortaliça anual herbácea, cuja parte comestível uma raiz constituída, internamente, por faixas circulares de tecidos condutores de alimentos alternadas com faixas de tecidos contendo alimento armazenado. Estas são relativamente largas e escuras ou mais coloridas; as de tecidos condutores são mais estreitas e mais claras. 

Pendão floral de 60 a 100 cm de comprimento, com flores de coloração verde-clara a branco-amarelada, aglomeradas em grupos de 2 a 5, numa inflorescência do tipo espiga ramificada.

REFERÊNCIAS

https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/beterraba

http://contoseulalianos.blogspot.com/2006/01/histria-da-beterraba.html

https://www.saintvinsaint.com.br/2015/08/beterrabas/

https://www.uai.com.br/app/noticia/gastronomia/2014/06/01/noticias-gastronomia,155324/beterraba-sai-do-banco-de-reservas-e-faz-goleada-de-sabor.shtml

https://canaldohorticultor.com.br/por-uma-beterraba-brasileira-conheca-a-historia-da-hortalica-no-brasil/

https://lunagreentech.com.br/produto/extrato-glicolico-beterraba/







{ Dúvidas sobre nossos produtos ou sobre seus pedidos? Adicione a gente no Whatsapp (31) 997 950 441 }

Homeopatia Magna Mater
Produtos Naturais Ltda.

 

CNPJ 65.186.793/0001-20

Farmacêutica Responsável: 
Vitória Schembri CRF 067723-FHB

Autorização MS: 0.17804.01

Alvará Vigilância Sanitária: 019483

  • Black Facebook Icon

Rua Montes Claros, 509 
Belo Horizonte, MG
CEP 30310 370

(31) 3287 9288 WhatsApp (31) 99795 0441

atendimento@magnamater.com.br