Avelã



Região nativa: Europa, Ásia Menor e parte da América do Norte

Altura: 8 metros podendo chegar até 15 metros!

Tipo: árvore arbustiva

Uso: culinário, comercial, medicinal e cosmético.



A avelã (Corylus avellana) é um arbusto da família das Betuláceas que, antigamente, cobria grande parte da Europa, Ásia Menor e parte também da América do Norte.

O termo avelã parece originar-se do latim ‘abellana nux’ que quer dizer noz de Abella, um povoado de Campania (sul da Itália), onde abundavam as aveleiras. O nome Corylus deriva da palavra grega korys, que significa capuz, em relação ao revestimento da casca da fruta ou avelã.



HISTÓRIA


Existe cerca de uma centena de espécies, mas a maioria dos cultivares atuais são oriundos da aveleira comum (Corylus avellana) cuja origem parece ser a Ásia Menor nas margens do Mar Negro.

Na Roma Antiga cada fruto seco tinha um significado especial e o da avelã era o de evitar a fome. Assim, quando a colocamos na mesa no Natal é mais do que um simples alimento, é um antigo costume romano que promete a ausência de fome.

A Aveleira sempre esteve ligada aos poderes mágicos. Era usado para procurar ouro e água nos solos. Na Inglaterra, até o séc XVIII, seu ramo podia ser usado para determinar se uma pessoa era culpada ou inocente de um crime. O “juiz” segurava as duas pontas de um galho em forma de Y e apontava a outra ponta para o acusado e, de acordo com as oscilações do graveto, determinada a sentença. Para se tornar um “ramo da justiça” o galho em questão, teria que ser colhido em um ritual especial, ao nascer do sol, no mês de junho, a pessoa deveria caminhar de costas até a aveleira escolhida e cortar o ramo entre suas pernas.

Por muito tempo foi um costume dar de presente um punhado de avelãs aos familiares e amigos como símbolo de boa sorte.

Em Nova York o consumo das avelãs é comum e existem até vendedores ambulantes e em carrinho que vendem os frutos assados em saquinhos, como aqui no Brasil consumimos pipoca!


USO


A avelã é um fruto muito nutritivo que contém cerca de 50% de óleos, combinado com alguma fonte calórica como o mel ou o melado, se torna um excelente repositor de energia. Possui poucos ácidos graxos saturados sendo, por isso, muito indicado para dietas de emagrecimento e rica em ácidos graxos insaturados, o que previne doenças do coração e auxilia na diminuição do colesterol. É rica em vitaminas B9, E e A, além de cálcio e magnésio, auxiliando nos processos de memória.


Devido a seu alto conteúdo de fibras, melhoram o funcionamento do intestino e da digestão.

A decocção da casca e folhas tem efeito vasoconstritor e hemostático. Pode ser ingerido na forma de chá ou usado externamente em compressas locais. Também possui ação diurética e depurativa.

Externamente, também pode ser usada como cicatrizante nas feridas de difícil cicatrização e úlceras varicosas.

O óleo de avelã tem muitas utilidades culinárias (quem nunca se deliciou aquele creme de avelã com cacau e leite que está presente em quase todo o mundo??) .e também na cosmética. Por ser fonte de vários tipos de vitaminas e nutrientes (vitaminas A, C, E, cálcio, potássio e ômega 9, entre outros), é muito utilizado na formulação de cremes, sabonetes e shampoos. Com função hidratante, nutritiva e de proteção da pele e do cabelo.

A madeira da aveleira é usada para fazer carvão de desenho para uso artístico. É considerada uma madeira boa para trabalhar por ser forte e flexível. Antigamente era muito usada para cestaria e na fabricação de bastões. Também para fabricar lã vegetal para enchimento de colchões e almofadas.


CURIOSIDADE

A Nutella, o famoso creme de chocolate com avelã, foi criado após a segunda guerra mundial, quando o chocolate ficou escasso e era muito usado por ser um alimento energético fácil de carregar. O confeiteiro italiano Pietro Ferrero acrescentou a avelã ao chocolate para render mais, criando a famosa pasta. No começo ela era mais espessa e se chamava Pasta Giaduja. Em 1964 se tornou mais cremosa e adotou o nome de Nutella.


REZA A LENDA

Várias lendas de várias culturas atribuíram poderes mágicos à aveleira.

Os povos nórdicos e germânicos a usavam em rituais de casamento atribuindo a ela o dom da fertilidade. Ainda hoje, na Inglaterra, no condado de Dorset, os jovens noivos visitam uma velha aveleira para cortar juntos um raminho na véspera do casamento. Em Volinia, na região da Ucrânia, durante o banquete de casamento, a sogra lança avelãs e aveias no genro como voto de fertilidade.

Para os antigos celtas a fonte de sabedoria primordial nascia no “Poço de Segais” ou “Poço de Conla”, que consistia em 5 correntes de água rodeadas por 9 aveleiras sagradas. Desta fonte corriam 5 córregos de água onde viviam salmões, que se alimentavam das avelãs. Aquele que bebesse dos 5 regatos, onde as aveleiras flutuavam, adquiriria o conhecimento pleno de todas as artes e ofícios. Reza o mito que também podiam obter o dito conhecimento comendo os salmões.

Hoje temos conhecimento de uma receita mágica dos druídas celtas que pode nos parecer bem bizarra: se uma pessoa segurasse um ramo de aveleira na mão depois de ter ingerido esporos de samambaia eles se tornavam invisíveis!

O cristianismo, durante a idade média, adotou a aveleira como símbolo do místico. A poetisa e escritora cristã do séc. XIII utilizava a aveleira como metáfora para expressar a necessidade de paciência na experiência mística, ilustrando a delicadeza de suas flores que demoram bastante a se formar em frutos.

Os gregos a consideravam como a árvore da reconciliação. Reza a lenda que Hermes promoveu a reconciliação entre duas serpentes que brigavam ao atirar nelas o bastão de Apolo, que era feito da madeira da aveleira. As serpentes pararam a luta e se enrolaram no bastão formando, assim, o caduceu de Hermes.


CARACTERÍSTICAS


Ordem: Fabales

Família: Betulaceae

Gênero: Corylus

Espécie: C. avellana


A aveleira é um arbusto ou pequena árvore de até 8 m de altura, com numerosos troncos que crescem mais ou menos retos desde a base, formando uma copa pouco densa e irregular. Os troncos possuem uma casca lisa, vermelho-escura, que se torna cinzenta e, por fim, gretada-escamosa. Folhas com 5 a 10 cm de comprimento, duplamente serradas, de suborbiculares a amplamente ovadas, cuspidadas, frequentemente sub lobadas, curtamente pecioladas, pubescentes, quando jovens, nas duas faces, tornando-se pubescente apenas na página inferior. Amentilhos masculinos com 3 a 9 cm de comprimento, verde-claros. Os frutos são aquênios (vulgarmente designados por avelãs) de cor vermelho-escuro. Cada avelã está envolvida por um invólucro de brácteas soldadas e peludas, verde-claro, castanho na maturação, que quase oculta o fruto.


Leia mais em:

https://www.infoescola.com/frutas/avela/

https://chocolatrasonline.com.br/a-nutella-e-a-segunda-guerra-mundial/

http://www.emporiobasilico.com.br/blog/informativo/frangelico-lenda-de-um-dos-licores-mais-famosos-do-mundo/

https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/avela

https://www.100milarvores.pt/portfolio-items/aveleira-corylus-avellana

https://maestrovirtuale.com/avela-caracteristicas-taxonomia-habitat-usos/

https://www.ecycle.com.br/oleo-de-avela/


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