"Magna Mater, a fotografia e eu"


Hoje é o dia da Fotografia e fui convidada a dar meu depoimento de vida, o que aceitei com muita alegria. Mas afinal, o que tem a ver FarmáciaHomeopática com Fotografia? Tudo...


Em 1990, minha irmã Vitória Schembri e eu decidimos materializar nossos estudos e conhecimentos em um projeto dedicado à saúde e bem estar das pessoas. Em casa, o tema saúde, cuidado do próximo e homeopatia faziam parte do dia a dia. Nosso pai e irmã eram maravilhosos e comprometidos médicos homeopatas. E nossa linda mãe, maravilhosa educadora.


Quantas trocas de ideias pra pensar na logomarca, nome e design da loja! Encontramos um grande profissional de criação* que nos ajudou a desenvolver essa importante etapa. Quantas pesquisas para determinação das linhas de produtos, equipamentos, distribuição do espaço, contratação e treinamento de equipe. Quanto amor e dedicação presente em toda história dessa fascinante farmácia.


E assim nasceu a Homeopatia Magna Mater. Me lembro até hoje do dia da inauguração: 21 de novembro de 1991. Quem disse que eu dormi nessa noite? Estava ansiosa pelo primeiro dia de portas abertas. Na minha inocência, imaginava que ao abrir, a farmácia não caberia tantos clientes!! Claro, minha ansiedade desenhou esse quadro. E o ritmo foi sendo construído. Os clientes chegando aos poucos na sequência dos dias, curiosos com aquela farmácia na esquina de Montes Claros com Pium-i. Que lindo o prédio da década de 50. Foram anos de muito trabalho, dedicação e alegria em ver o resultado de saúde nas pessoas. A Farmácia continua seus ideais e ações, cada vez mais e mais presentes na vida de seus clientes, sob “regência” da minha irmã e até então sócia do coração.


Mas minha vida mudou em função de uma esclerose múltipla. Optei por me dedicar a outra profunda paixão: fotografia. Me mudei pra praia (Vila de Santo André/Cabrália/Bahia) onde fui convidada pela querida amiga e então secretária do Município de Santa Cruz Cabrália, Lea Penteado, a assumir a diretoria de Cultura. E lá fui eu. Me joguei de corpo e alma aos projetos culturais e à fotografia, onde me aprofundei nas histórias daquela gente maravilhosa! Resgate de tradições locais quase esquecidas, contato com os hábitos da população indígena pataxó e por aí foi, tudo repleto de profundos significados. Por tanto amor, alcei outros voos. Exposições fotográficas, projetos sociais, projetos institucionais e convite para compor a equipe do cantor Roberto Carlos, que tenho a honra e alegria de cobrir shows desde 2006.


E hoje, revendo a minha trajetória, fica claro que chegar ao medicamento adequado pra cada pessoa tem um caminho parecido com a captação da imagem adequada. É o amor como nos dedicamos ao outro. A qualidade da relação com o próximo. Sair de si pra perceber o outro. Em ambos os caminhos, o respeito com a identidade do ser em questão é o que faz toda a diferença. Tanto no preparo do medicamento quanto na percepção da luz e sombra, direção do olhar, fazendo das nossas propostas de vida uma verdadeira poesia.


Viva a Fotografia! Viva a Magna Mater! Pura gratidão a ambas!!




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