Ā 

Dia mundial das Abelhas

šŸšŸ’›šŸÆ

Num zuni, que zuni LĆ” vĆ£o pro jardim Brincar com a cravina RoƧar com o jasmin (Moraes Moreira)


As abelhas sĆ£o animais invertebrados pertencentes ao filo Arthropoda, classe Insecta, ordem Hymenoptera e famĆ­lia Apideae. SĆ£o milhares de espĆ©cies e vivem em grandes colĆ“nias que podem ter atĆ© 80.000 indivĆ­duos. Elas vivem em sociedades complexas divididas em castas com diferentes funƧƵes e regidas pela cooperaĆ§Ć£o. Nenhum indivĆ­duo dĆ” o tom. As abelhas que querem estimular algo, inspiram as outras a cumprir a tarefa com sucesso extraordinĆ”rio. O notĆ³rio esmero das abelhas se transformou em um sĆ­mbolo. A abelha rainha tampouco controla a colĆ“nia nesse contexto. Ela garante que haja coesĆ£o e nĆ£o Ć© mais que uma servente com suas prĆ³prias tarefas. Essa caracterĆ­stica esteve profundamente ancorada na essĆŖncia da colĆ“nia por milhares de anos. Esse Ć© precisamente o motivo pelo qual consideramos as abelhas insetos sociais. Em linguagem popular, sĆ£o chamados de superorganismos


Nesse espĆ­rito de cooperaĆ§Ć£o, as abelhas exercem um papel fundamental no meio ambiente, participando das reproduĆ§Ć£o das plantas e sĆ£o extremamente importantes para o equilĆ­brio da flora. šŸŒæ


HĆ” registros da relaĆ§Ć£o delas com o desenvolvimento das sociedade humanas hĆ” muito tempo. Existem desenhos rupestres que demonstram um homem colhendo mel. Os hindus hĆ” cerca de 6000 a.C, tambĆ©m jĆ” faziam uso do mel, assim como os sumĆ©rios 5.000 a.C. No antigo Egito hĆ” indĆ­cios que mostram uma criaĆ§Ć£o de abelhas e tambĆ©m hĆ” referĆŖncias sobre o uso medicinal e nas mumificaƧƵes de mel e prĆ³polis.


No Brasil atĆ© por volta de 1840 sĆ³ existiam abelhas nativas, sem ferrĆ£o, as meliponas. Os indĆ­genas utilizavam o mel como adoƧante natural e jĆ” tinham conhecimento do poder energĆ©tico do mel. šŸšŸÆ


Os Astecas e os Maias cultivavam colmeias. Para estes, as abelhas eram tĆ£o importantes que tinham um deus para proteger suas criaƧƵes.


Em 1839 o padre AntĆ“nio Carneiro desembarcou no Brasil trazendo as primeiras colmeias de abelhas portuguesas (Apis mellifera) e, pouco a pouco, a criaĆ§Ć£o de abelhas sem ferrĆ£o foi sendo deixada de lado, jĆ” que as portuguesas produzem maior quantidade de mel em menor tempo.


As abelhas nativas, muito dependentes do ambiente em que vivem, costumam fazer seus ninhos em buracos ocos de troncos de Ć”rvores. Elas sĆ£o de extrema importĆ¢ncia para a reproduĆ§Ć£o da flora nacional, onde muitas plantas e frutas sĆ³ podem ser polinizadas atravĆ©s destes pequenos insetos.


O desconhecimento aliado ao desmatamento fez com que muitas das espĆ©cies meliponas entrassem em risco de extinĆ§Ć£o e hoje sua criaĆ§Ć£o comercial e por lazer Ć© incentivada como uma boa alternativa de reverter este quadro. A criaĆ§Ć£o de abelhas nativas sem ferrĆ£o ou abelhas indĆ­genas (meliponicultura) Ć© uma atividade que apresenta bom retorno para os pequenos agricultores e/ou agricultores familiares, pois auxilia na diversificaĆ§Ć£o da renda, por meio da comercializaĆ§Ć£o do mel e derivados, ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente, com a prestaĆ§Ć£o de serviƧos ambientais, agregando valor Ć  produĆ§Ć£o.


Entre as espĆ©cies locais cultivadas encontramos a tiĆŗba, a jandaĆ­ra e a uruƧu. A jataĆ­, marmelada, mirim-guaƧu, mirim-preguiƧa, iraĆ­ e mandaguari tambĆ©m sĆ£o comuns em meliponĆ”rios.


O manejo das abelhas nativas Ć© mais simples, jĆ” que elas nĆ£o possuem ferrĆ£o e, em sua maioria, sĆ£o dĆ³ceis. Apesar de suas produƧƵes serem mais baixas, o mel produzido por elas Ć© mais valorizado e possui mercado especĆ­fico.


A Embrapa disponibiliza cursos gratuitos para a criaĆ§Ć£o de pequenas colmĆ©ias, inclusive com a possibilidade de criĆ”-las em poucos espaƧos e tambĆ©m voltado para crianƧas.


https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/53024322/embrapa-e-abelha-oferecem-curso-online-de-criacao-de-abelhas-sem-ferrao

https://www.meliponas.com.br/historia-das-abelhas/

https://ecoa.org.br/6-tipos-de-abelhas-nativas-do-brasil-para-voce-conhecer/?gclid=CjwKCAjw1uiEBhBzEiwAO9B_HdKzJLPFJhifiGqp4QzQn9j-DlQOZt1BWX8wNEu50Ebwbmb8o62OrxoChGkQAvD_BwE

https://www.biologianet.com/biodiversidade/abelhas.htm http://www.fewb.org.br/imagens/waldorf100/abelhas_arvores.pdf


Ā