HERBÁRIO   Trigo

TRIGO

Triticum sp

Região nativa Sudoeste da Ásia
Altura até 1,5 metros 
Uso Cosmético, culinário, comercial, medicinal

 

 


Triticum em latim, trigo em português, é um cereal (como o arroz e o trigo) que sempre fez parte da alimentação das civilizações desde a Antiguidade. 
“”Os Cereais (Ceres = Demetria, deusa grega, das plantas que brotam e do amor maternal), formam  grupo que merece um olhar especial, pois são seres que se concentram em formar-se como alimento para os animais e para o homem! 
As Gramíneas expressam sua força horizontal pelos prados por onde de espalham formando verdadeiros tapetes verdes que se tornam dourados quando maduros enquanto suas raízes permeiam a terra (suas raízes podem chegar a 2 km!)
Também expressam seu impulso vertical através das hastes com alto teor de silício, como raios de luz condensados.


Diferente das outras gramíneas, que tem suas sementes dispersas ao vento, nos cereais, elas se mantêm reunidas, tal qual uma coroa Real. 


Com a maturação das sementes, que é portadora de toda a luz condensada, sua ligação com a terra se afrouxa pela a atrofia das raízes, estando os grãos, prontos para serem colhidos.


Perfeita síntese de carboidratos, através da transformação do açucar em amido, o grão  apresenta três elementos principais:

  • O germe - Que representa o verdadeiro fruto, a semente, portador de proteína e gordura

  • A parte farinácea - Onde se encontram os carboidratos, expressão da força de assimilação das folhas e principal elemento de nossa alimentação

  • A película - Trazendo as forças da raiz, através de sete invólucros ricos em minerais, vitaminas e proteínas” (...)

 

 

Cereal e Homem - uma comunidade" - Werner Kollath

 

 

 

HISTORIA


O trigo é originário da antiga Mesopotâmia, mais especificamente na região da Síria, Jordânia, Turquia e Iraque, segundo os artigos de arqueologia. Nesta época, o homem ainda era nômade e os cereais eram encontrados espontâneios na natureza.


O homem cultiva o trigo (Triticum vulgare), há pelo menos 6.000 anos e para tirar a farinha triturava os grãos entre pedras rústicas.
Durante as escavações arqueológicas, foram encontrados grãos de trigo nos jazigos de múmias do Egito, nas ruínas das habitações lacustres da Suíça e nos tijolos da pirâmide de Dashur, cuja construção data de mais de três mil anos antes de Cristo.


Ainda segundo relatos da Bíblia dos cristãos, filósofos que viveram em 300 a.C. já escreviam sobre tipos de trigo no Egito. O trigo era plantado na China muito tempo antes do nascimento de Cristo.


Os cientistas acham que o trigo foi cultivado pela primeira vez, entre os rios Tigre e Eufrates, na antiga Mesopotânea (atual Iraque). Em 1948, o cientista norte-americano Robert Braindwood descobriu sementes de trigo no Iraque que datam de aproximadamente 6700 a.C. Os dois tipos de trigo encontrados por Braindwood são muito semelhantes, em diversos aspectos, ao trigo cultivado atualmente.


Em Roma, o trigo era o cereal nobre, preferido pelos ricos, enquanto os pobres e os escravos tinham que contentar-se com a cevada. Da região mediterrânea, o grão foi levado para o resto da Europa e, na Alemanha, Dinamarca, Suécia, Noruega e Finlândia foi gradualmente substittuindo outros cereais usados na alimentação.


O uso do pão branco, de massa fermentada, é atribuído, em primeiro lugar, aos egípcios, 20 a 30 séculos antes de Cristo.


Com o passar dos tempos, aperfeiçoou-se a técnica de fabricação, controlando-se melhor a fermentação e diversificando formas, tipos e sabores, além da adição de outros ingredientes como ovos, leite, cereais diversos, dentre outros.


O trigo é cultivado em todo mundo, sendo o segundo maior plantio entre os cereais e uma das principais bases da alimentação de humanos e animais.
 
O trigo deve ter sido uma das primeiras culturas tentadas pelos portugueses no Brasil. A história do trigo no Brasil teve início em 1534, quando as naus de Martim Afonso de Sousa trouxeram as primeiras sementes para serem lançadas às terras da Capitania de São Vicente, de onde foi difundida por todas as capitanias, invadindo até a Ilha de Marajó, cujas plantações se tornaram, mais tarde, famosas.

 

Os trigais brasileiros se anteciparam aos norte-americanos, argentinos e uruguaios, pois o Brasil foi o primeiro país americano a exportar trigo, graças a lavouras em São Paulo, Rio Grande do Sul e outras regiões, antes do aparecimento de uma praga, a ferrugem.
 

Entre 1840 e 1850, embora a ferrugem já estivesse arruinando os trigais brasileiros, existiam ainda culturas no município pernambucano de Bonito, a 480 m de altitude; em Viçosa, Alagoas; na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, entre outros. Eram culturas pioneiras que mostravam a possibilidade do Brasil produzir trigo não só nas regiões Sul e Leste, bem como no Nordeste e no Centro-Oeste, desde que se corrigisse a latitude com a altitude. Mas, por volta do primeiro quarto do século passado, e devido à ferrugem que se abateu sobre os trigais brasileiros, começou a decadência de nossa triticultura na sua primeira fase. Os imigrantes europeus sempre contribuíram para a difusão da cultura do trigo. Porém não havia a preocupação em introduzir variedades resistentes às diversas ferrugens e capazes de se aclimatarem no Brasil. Assim, aos anos de êxito seguiram-se os de fracasso.
Em 1924, foi contratado o geneticista sueco Iwar Beckman, que realizou as primeiras hibridações de trigo no Brasil, destacando-se a que ficou conhecida como “Fronteira”, resistente à ferrugem amarela, que dizimou os trigais do Rio Grande do Sul, sendo de melhor rendimento que outras variedades então disponíveis. Cruzando “Fronteira” com “Mentana”, este trazido por Gayer da Itália, Beckman obteve o trigo “Frontana”, que entra para a história como o primeiro resultado espetacular da pesquisa no Brasil. 

 

Deflagrada a Revolução de 1930 no País, uma das primeiras preocupações do Governo recém-instalado foi conceder incentivos financeiros à produção de trigo, visando ao aumento da produtividade. Porém o esforço governamental só veio a encontrar ressonância após a 2a. Guerra Mundial, com a adoção da política de substituição de importações.
 

Até 1990 não havia qualquer classificação das variedades recomendadas no Brasil, quanto à aptidão de suas farinhas para a panificação. O projeto de Mapeamento dos Trigos Brasileiros, patrocinado, no primeiro ano, pelos Grupos Santista e J.Macêdo e, nos seguintes pela própria ABITRIGO, possibilitou estabelecer esta classificação.
A espetacular melhoria na competitividade do trigo nacional não esgotou o problema de qualidade, ainda há um longo caminho a ser trilhado no esforço de elevação da qualidade dos trigos brasileiros.
 

 


Curiosidade


No dia 10 de novembro se comemora o Dia do Trigo.
Os trigos primitivos tinham espigas muito frágeis, que quebravam com facilidade quando maduros. As sementes eram aderidas às pontas florais.

 

Foram necessários muitos anos de seleção natural e artificial para chegar aos tipos de trigo agora conhecidos.
 

 

REZA A LENDA


A origem do precioso grão mistura-se com as lendas de quase todas as religiões: os egípcios atribuíam o seu aparecimento à deusa Isis; os fenícios a Dagon; os hindus a Brama; os árabes a São Miguel; os cristãos a Deus.
 

“Num dia de outono, triste e frio, saiu um homem a semear. Levando no braço esquerdo o saco de grãos, caminhava lentamente. A cada passo lançava um dos grãos — belo trigo, sadio e redondo — e os grãos caíam, rolavam e se escondiam na terra negra e arejada.

 

Aconteceu que um grão de trigo se achou de repente sozinho, entre dois torrões de terra preta e úmida. E o grãozinho ficou muito, muito triste. Tudo estava escuro e úmido, e a escuridão e a umidade aumentavam cada vez mais, pois o nevoeiro se transformara numa chuvinha enfadonha, ao aproximar-se a noite. Dava à gente vontade de se entregar ao desespero.

 

E foi o que fez o grãozinho de trigo. Começou a esquadrinhar a memória, procurando lembrar-se dos bons tempos que haviam ficado para trás.


Pensou nos dias em que ele se elevava numa esbelta espiga, acariciado pelo sol, embalado ao vento, sentindo-se tão bem como uma criança nos braços da mãe. Todo o enorme trigal verde-acinzentado estava cheio de altivas espigas, e lá em cima, no céu azul, resplandecia o sol, e as cotovias cantavam desde o romper do dia até o anoitecer.

 

E quando o sol se punha, não ficava tudo frio e úmido como agora, mas um suave orvalho descia, como uma onda refrescante, sobre o grão aquecido pelo sol. E uma grande lua, toda de ouro, brilhava docemente sobre as plantações que amadureciam. Era o bom tempo!

 

Mas chegara o dia terrível em que a foice sibilou pelos campos, e com um som roufenho abriu caminho através das espigas.

Depois dela vieram os segadores com seus ancinhos, e as espigas foram amarradas em feixes e amontoadas nas carroças. O trigal se assemelhava agora a um campo de batalha, do qual continuamente as ambulâncias retiravam os mortos e feridos.

 

E chegara ainda o dia mais terrível em que, para a debulha, o mangual dançou sobre o grão dourado, estendido na eira, batendo-o sem piedade, com o furor de um soldado que luta às cegas. Dispersaram-se as espigas — estas pequenas famílias de grãos reunidos desde a mais tenra infância — e os grãos isolados voaram cada um para o seu lado.

 

No saco de grãos, em todo caso, ainda se encontravam em sociedade. Mas agora era o abandono completo, a triste solidão, a destruição certa.

No dia seguinte a grade passou sobre o campo, e nosso grão de trigo se viu em trevas ainda mais espessas, com terra por cima dele, terra por baixo, terra por todos os lados. E a umidade continuou. O grãozinho se sentiu bem doente. Compreendeu que qualquer coisa se quebrava e fermentava dentro dele. Por toda parte a água o encharcava, e não havia um só cantinho seco em suas entranhas. Parecia estar à morte.

 

Enviou então um último pensamento, uma última saudade cheia de melancolia, ao tempo ensolarado de sua vida, e murmurou esta queixa:
— Oh! Por que fui eu criado, se devia terminar de maneira tão horrível? Teria sido muito melhor para mim se jamais tivesse conhecido a luz do sol.

Então, a este pobre ser abandonado fez-se ouvir uma voz, uma voz que parecia vir do interior da terra:
— Não tenhas medo, não perecerás. Abandona-te com confiança e de bom grado, e eu te prometo uma vida melhor. Morre, pois é esta a minha vontade, e tu viverás.
— Quem sois vós que me falais? — perguntou o grão de trigo, enquanto o invadia um grande sentimento de respeito, pois a voz parecia falar a toda a terra, e mesmo ao universo inteiro.
— Eu sou aquele que te criou, e que agora te quer criar de novo.

Então o pobre grão de trigo, que morria, abandonou-se à vontade de seu Criador, e não mais se preocupou consigo.

 

Numa manhã de primavera, um rebentozinho verde enfiou a cabeça para fora da terra úmida. O sol brilhava. Da terra aquecida se desprendia um calor gostoso. E lá em cima, no ar azulado, cantava um bando incalculável de cotovias.

 

O grão de trigo — pois quem mais poderia ser aquele rebento verde? — olhou ao derredor, com grande alvoroço. Tinha de fato voltado à vida.

 

Tornava a ver o sol e a ouvir cantar as cotovias. E não estava só, pois em todo o campo via outros brotinhos verdes, um exército inteiro, e neles reconheceu seus irmãos e suas irmãs.

 

Então a jovem planta se sentiu tão cheia de alegria de viver, que lhe pareceu um dever de gratidão elevar-se até o céu e acariciá-lo com suas folhas. E era como se a mesma alegria reconhecida tivesse dado asas às cotovias que se elevavam nos ares. Seu canto se tornava mais claro e mais puro, à medida que subiam.

 

E uma voz, que desta vez não vinha de dentro da terra, mas do alto, disse:
— Se o grão de trigo não morrer depois de lançado à terra, nada produzirá. Mas se morrer, produzirá muito fruto.


(G. Delcuve SJ e A. de Marneffe SJ, "Testemunhas de Cristo" - Companhia Editora Nacional, SP, 1951)
 
 
 
 
USO

 

O trigo é um cereal da família das gramíneas (ver), do gênero Triticum, que compreende cerca de 24 espécies, das quais as mais extensivamente cultivadas são T. aestivum e T. durum.
 

É o cereal mais importante na alimentação humana, nas regiões de clima temperado. 
 

O trigo é útil ao homem através de seus derivados imediatos farinhas (branca e integral) e triguilho. Com as farinhas prepara-se diversos tipos de pão, macarrão, talharim, capeletes e ravioles, carne de trigo (glúten), café de trigo, canjicas, bolos, esfilhas, massas (para tortas, empadas, pastéis), panquecas, pizzas e outras. Com o triguilho prepara-se quibes, torta de quibe, tabule, outros.
 

As mudanças na composição do trigo são muitas devido às diferenças entre as condições de solo e de clima das diversas regiões onde o grão é plantado, sendo difícil manter o padrão da farinha de um ano para o outro. Para a fabricação de pão e de outros produtos fermentados, a farinha de trigo deve possuir consistência dura, já que se faz necessário o uso de uma farinha mais forte.
 

O grão de trigo é dividido em três partes: a casca (pericarpo), que constitui de 14% a 18% do peso do grão; a semente (endosperma) que contém cerca de 80% a 83% e é a parte utilizada para produção da farinha de trigo; e o gérmen, que é o embrião de uma nova planta constituindo cerca de 2,5% a 3% do grão de trigo.

 

Durante a moagem do grão para se obter a farinha de trigo, o gérmen é retirado devido ao teor de gordura que tornaria a farinha rançosa. Porém, esse resíduo não é desperdiçado. O gérmen é a parte mais rica em nutrientes, e por se deteriorar rapidamente após ser destacado do grão, a melhor maneira de aproveitar esses nutrientes é por meio da produção do óleo de gérmen de trigo.
 

O óleo obtido contém grandes quantidades de vitamina E, K, potássio, sais minerais e gorduras insaturadas. Eles atuam como antioxidantes e, por esta razão, o óleo de gérmen de trigo é muito empregado na indústria cosmética em fórmulas de xampus, cremes hidratantes, condicionadores de cabelos, para fazer sabão e sabonetes e para outros usos.
 

O óleo de gérmem de trigo ajuda a melhorar significativamente a aparência da pele, revertendo danos causados por queimaduras ou pelo sol e servindo como um ótimo protetor solar natural para o corpo. Também evitam erupções e acnes e melhoram o aspecto visual da pele. E auxiliam no tratamento de psoríase, eczema e dermatite, tanto em adultos quanto em crianças, diminuindo as cicatrizes.
 

As propriedades do óleo de gérmen de trigo também podem ser aplicadas nos cabelos. O óleo ajuda a melhorar a aparência dos cabelos secos, elimina o frizz e fecha as cutículas de cabelos danificados. Mas a ação não para por aqui, o óleo de gérmen de trigo ajuda no crescimento capilar e previne quedas do mesmo.
 
O trigo, assim como o malte, a cevada, a aveia e o centeio, possui o glúten em sua composição. Desta forma, não deve ser consumido por portadores da doença celíaca, já que a mesma traz como consequência ao organismo (caso consumido estes alimentos), uma atrofia nas mucosas do intestino delgado, prejudicando o organismo e a absorção de diversos nutrientes.
 
CARACTERISTICAS
 
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida como a Banana
Ordem: Poales como o abacaxi
Familia: Poaceae como a Aveia
Genero Triticum L.
 
O pé de trigo é verde-brilhante e pode crescer até 1,5 m de altura.


A planta tem duas formações de raízes: as primárias ou temporárias, que são as primeiras a nascer e geralmente não apresentam muitas ramificações; e as permanentes, que surgem depois, nos primeiros nós dos colmos, ramificando-se e aprofundando-se muito no solo.


Os colmos são, em geral, eretos e formados de nós e entrenós. As folhas são alternadas, longas e delgadas. As flores, em inflorescência do tipo espiga, surgem na extremidade do colmo e ficam presas a um eixo principal chamado raque.
Cada espiga tem, em média, cinco flores e é protegida por invólucros que, em algumas variedades de trigo, formam prolongamentos na forma de barba (praganas). A fecundação ocorre quando o pólen de uma flor, transportado pelo vento, é depositado nos pistilos. Após a fecundação, os ovários do trigo dilatam-se e surgem os grãos. Uma planta saudável produz em média 15 grãos de trigo.
O Grão de Trigo mede de 3 a 6 mm de comprimento.
 
Divide-se em três partes principais: o germe, o pericarpo e o endosperma. O germe é a parte de onde nascerá a nova planta, sendo formado de proteínas, vitaminas e gordura constituindo cerca de 2,5% a 3% do grão de trigo, . O pericarpo que constitui de 14% a 18% do peso, é composto de várias camadas que protegem a semente e é usado principalmente na fabricação de alimentos para animais.


O endosperma de 80% a 83%  e é formado sobretudo de amido e é a parte de onde se retira a farinha. O endosperma contém uma proteína denominada glúten, que tem a propriedade de dilatar-se em contato com o fermento, possibilitando o crescimento do pão.
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https://www.portalsaofrancisco.com.br/alimentos/trigo
https://mapric.com.br/pdf/Boletim803_15082016-16h36.pdf
https://www.ecycle.com.br/2641-oleo-de-germen-de-trigo
https://naturdata.com/especies-portugal/taxon/1@2-plantae:magnoliophyta:liliopsida:poales:poaceae/

 

— Produtos Magna Mater com Triticum sp

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