HERBÁRIO   Rosa

 Rosa

região nativa Europa, norte da África e oeste da Ásia

tipo Arbusto espinhoso escandente

altura até 3 m

uso Medicinal, cosmética, comercial.

As flores trazem em si o centro de sua organização, como um sol interno seja qual for sua posição no espaço. Suas formas perfeitas e seu perfume despertam em nós os ecos da nobreza e da bondade. Também chamada ‘a mais bela’, a Rosa expressa a presença e a harmonia desta família que tem suas raízes profundamente ligadas às forças da Terra e suas flores abertas ao Cosmos. Tal equilíbrio possibilita que esta tão grande família das Rosáceas se estenda de zonas polares aos trópicos sem apresentar nenhuma espécie tóxica! A mais famosas das flores, cantada em verso e prosa por autores de todos os tempos, está ligada à Vênus e ao amor. A rosa mosqueta, rosa silvestre ou rosa canina (Rosa aff. rubiginosa, syn. Rosa canina L.) é uma das plantas ornamentais mais conhecidas em todo mundo. 

 

HISTÓRIA

A roseira surgiu em algum ponto do oriente e foi introduzida nos países ocidentais pela Grécia. Os colonizadores espanhóis trouxeram-na para o Chile, onde cresce hoje, espontaneamente, nas encostas dos Andes.

A pelo menos 4 mil anos antes de Cristo, os assírios, babilônios, egípcios e gregos já usavam esta flor como elemento decorativo, para cuidar do corpo e em banhos de imersão.

A 2500 anos atrás, na antiga Pérsia, atual Irã, teve sua origem  o uso do óleo de rosas. De acordo com a lenda local, uma princesa observou que as pétalas de rosas que foram colocadas em uma piscina para sua festa de casamento, começaram a soltar óleos perfumados sob o sol quente. Este óleo de rosas persas e, mais recentemente, o indiano, o búlgaro e o turco tornaram-se a floração preferida dos perfumistas.

Em seu herbário de 1597, John Gerard (médico e botânico inglês) descreveu a beleza da Rosa canina para a culinária. Na idade média era usada como recurso facilitador na meditação e oração. Segundo a história, São Domingos foi visitado pela Virgem Maria em uma visão mística e recebeu o primeiro rosário, as mulheres passaram, então, a usar as pétalas da Rosa rubra comprimidas em forma de contas, para formarem rosários. A Rosa damascena, que fora trazida à Inglaterra pelos cruzados ao retornarem, também era conhecida por seus vários usos medicinais.

 

Existem milhares de variedades de rosas conhecidas. Uma das figuras históricas que impulsiona a popularidade da rosa nos tempos modernos é a Imperatriz Josefina, apaixonada pelas rosas. No seu jardim, no “Chateau de Malmaison”, possuía uma das maiores coleções da Europa que, aliás, não parou de crescer até a sua morte em 1814. Foi igualmente em França que, em 1816, surge a primeira rosa Hibrida Perpetua – a “Rose du Roi” – produzida nos jardins reais de Sèvres, em Paris.

Ao todo, 126 espécies originais silvestres resultaram, com o passar dos séculos e a intervenção da civilização, em mais de 30 mil híbridos, agora espalhados por todo mundo. A rosa (Rosa grandiflora) é a mais importante espécie da família das Rosáceas. Uma característica interessante nesta família é que todas as espécies possuem perfume e sabor.

“Aquele que teria rosas bonitas em seu jardim deve ter rosas bonitas em seu coração”

(Deão de Rochester)

 

USO

 

Para além de decoração (em bouquets, ramos, cachos, etc), as rosas são usadas na produção de cosméticos, remédios e infusões para chás aromáticos e na culinária.

Das sementes da Rosa aff. Rubiginosa extraí-se um óleo muito usado em cosmetologia. O óleo de Rosa Mosqueta, amplamente conhecido, contém em sua composição os ácidos palmítico, esteárico, láurico, mirístico e palmitoléico, entre outras substâncias. É um líquido transparente de cor acastanhada, rico em ácidos graxos insaturados. Devido aos ácidos graxos insaturados que possui é regenerador dos tecidos, conservando a textura da pele. Estes ácidos são também considerados nutrientes indispensáveis na síntese de prostaglandina, a qual atua nos processos fisiológicos e bioquímicos relacionados com a formação do tecido epitelial. Tem ação regeneradora dos tecidos, cicatrizante e emoliente.

A água de rosas, conhecida em árabe como Maward e em turco como Gül suyu, é produzida pelos árabes desde o século IX. Alguns pesquisadores acreditam que foram os indianos os criadores da água de rosas, outros pensam que surgiu ao mesmo tempo na Índia, Bulgária e mundo árabe. É rica em flavonóides e vitaminas. Tem excelentes efeitos calmantes, melhora a condição da pele seca e evita o envelhecimento, limpa, purifica, reduz o inchaço e vermelhidão, auxilia na eliminação de cravos. Pode ser utilizado por quem tem pele sensível e é eficaz como uma loção pós-barba. É antibacteriana, calmante e possui propriedades antissépticas. 

O óleo essencial de rosas é obtido da rosa damascena, também conhecida como rosa de altar é original da Bulgaria. Cultivada em regiões montanhosas, precisa ser colhida logo após o orvalho e destilada imediatamente para maximizar a produção do óleo. Possui aroma inspirador de pureza, amor e paixão. É um poderoso regenerador e rejuvenescedor de tecidos. Tem propriedades cicatrizantes e anti-inflamatórias. Muito indicado em problemas femininos, tônico para o útero, alivia a tensão pré menstrual e regula o ciclo.O seu uso é feito com o óleo puro, aplicando-se poucas gotas sobre a região tratada, com massagem circular até sua total absorção ou em cremes ou loções.

 

REZA A LENDA

 

Houve um tempo em que todas as rosas eram brancas. Em uma noite de Primavera, um rouxinol pousou sobre uma nova rosa de uma brancura imaculada e ficou perdidamente apaixonado. Nesse tempo, ninguém nunca ouvira um rouxinol cantar, eles viviam toda a sua vida em silêncio, mas o amor deste por aquela rosa tão especial, era de tal maneira forte, que uma canção de uma beleza espantosa se formou na sua garganta e ele se pôs a cantar. Em um abraço apaixonado, abriu as asas em torno da flor, e apertou-a com tal paixão, que os espinhos dela encravaram em seu corpo frágil. Mesmo assim o rouxinol manteve seu canto de amor até que tombou sem vida.


Seu sangue escorreu sobre pétalas brancas da rosa, manchando-as.
E desde então, há rosas que nascem vermelhas… e na Primavera, pela noite dentro, ouvem-se os trinados dos rouxinóis cantando as suas canções de amor!

 

DESCRIÇÃO BOTANICA

Atualmente, as rosas cultivadas estão disponíveis em uma variedade imensa de formas, tanto no aspecto vegetativo como no aspecto floral. 

As flores, particularmente, sofreram modificações através de cruzamentos realizados ao longo dos séculos para que adquirissem suas características mais conhecidas: muitas pétalas, forte aroma e cores das mais variadas.

Folhas: As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados.

Flores: As flores, na maior parte das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínfero.

Frutos: Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis.


 

REFERENCIAS

 

. LAWS, Bill – 50 Plantas que Mudaram o Rumo da História – Rio de Janeiro - Ed Sextante 2013

. PELIKAN, W. – Fitoterapia – El Poder Curativo de Las Plantas – Buenos Aires – ed. Antroposófica 2005

http://www.floresjardim.com/as-rosas.htm

http://www.oleosessenciais.org/oleo-essencial-de-rosas/

http://www.tudosobreplantas.com.br/asp/plantas/ficha.asp?id_planta=10969

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